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09/03/2013 às 11:41 – 3.100 visualizações

Após mais de 10 anos de luta na justiça, vegano faz greve de fome contra a Coca-Cola em São Paulo

Fabio Chaves
Do Vista-se

Hoje ele vive da ajuda de amigos e tem dificuldades de fala e locomoção

Wilson Batista de Rezende é um goiano de 46 anos que vive há décadas em São Paulo. Aos 11 anos de idade, ele decidiu se tornar vegetariano. Hoje, Wilson é vegano (não consome nada de origem animal) e tem uma triste história para compartilhar.

Praticante de yoga e outras atividades físicas, Wilson diz que sempre foi o tipo de pessoa ativa e de bem com a vida. Porém, no ano 2000, quando Wilson tinha 33 anos, sua vida mudou completamente.

Ao ingerir uma pequena quantidade do refrigerante Coca-Cola contaminado, Wilson começou a apresentar sérios problemas de saúde. Ele garante que tem laudos que comprovam que as seis garrafas de Coca-Cola que ele adquiriu naquela ocasião estavam contaminadas, inclusive, por restos de ratos, visíveis até hoje em algumas garrafas que ele manteve com ele.

Wilson traz sérias sequelas do ocorrido e move um processo contra a fabricante local da Coca-Cola, a Spal Indústria Brasileira de Bebidas S/A. A ação tramita no Tribunal de Justiça de São Paulo sob o número 583002003068942 (veja aqui).

A greve de fome

Desesperado por não conseguir indenização da empresa e sobrevivendo de favores de amigos, em cima de uma cadeira de rodas, Wilson decidiu começar uma greve de fome em frente ao Fórum João Mendes, ao lado da Praça da Sé, no centro de São Paulo. O protesto começou na quarta-feira (6) e recebeu apoio de centenas de pessoas que passavam pelo local e ficaram chocadas com a visão do homem inválido com banners da Coca-Cola ao lado.

Durante a greve de fome, Wilson, que já tem a saúde debilitada por conta das sequelas, passou mal e foi levado pela Polícia Militar para receber soro em um hospital próximo à Praça da Sé. Logo depois, ele voltou ao protesto.

Segundo a página de Wilson no Facebook (veja aqui), no final da tarde da sexta-feira (8), após dois dias e duas noites de greve de fome, uma comissão dos Direitos Humanos chegou ao local e o convenceu a parar com a greve, mediante um acordo não revelado. Ao que parece, Wilson conseguiu uma audiência para dar andamento ao seu caso.

Durante todos estes anos, a história do processo de Wilson contra a Coca-Cola ficou longe do conhecimento do público. Mas, graças a uma pessoa que Wilson chama de “amigo de verdade”, ele ganhou uma página no Facebook e busca a divulgação do caso para que ele consiga a indenização da fabricante Coca-Cola.

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Assista ao depoimento de Wilson, quando se preparava para a greve de fome | Youtube

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