Ano novo, velhos números
[►Enviar para um amigo]dezembro 30, 2009 em Colunas por Rafael-Jacobsen
por Rafael Bán Jacobsen
Sendo um físico teórico, um dos meus instrumentos de trabalho mais preciosos é a matemática. Por isso, com o tempo, apaixonei-me pelos números e, cada vez mais, enxergo neles uma beleza ímpar. Há ocasiões em que quase chego a duvidar de que sou um físico legítimo, pois a matemática envolvida nos problemas de pesquisa às vezes me fascina muito mais do que as questões físicas em si. Ao acompanharem meus trabalhos, alguns colegas, em tom de galhofa, dizem: “Olha, só posso parabenizá-lo por ter entrado para o time dos matemáticos puros.” Outros, mais austeros, aconselham: “Acho que você deveria perder menos tempo com a matemática e mais tempo com a física.” Mas eu sou teimoso e ainda acho que uma equação fala mais do que três bilhões e meio de palavras. A beleza dos números me seduz.
Todavia, sou um caso quase isolado: a maioria das pessoas detesta lidar com números, torce o nariz para fórmulas, sofre engulhos só de ver um gráfico. Mas sigo convicto da verdadeira maravilha que os números representam. Não é fantástico perceber, embora não se saiba a razão, que qualquer número par pode ser escrito como a soma de dois números primos? Não é simplesmente de cair o queixo que uma mesma proporção esteja presente em fenômenos tão distintos quanto a multiplicação de indivíduos nas sucessivas gerações de um casal de coelhos e também em diversas medidas do corpo humano (a altura total e a medida do umbigo até o chão; a altura do crânio e a medida da mandíbula até o alto da cabeça; a medida da cintura até a cabeça e o tamanho do tórax; etc.)? Ou, mais fundamentalmente, não é desconcertante o fato de que um mesmo conjunto de símbolos, uma mesma construção lógica, que é a matemática, sirva bem a propósitos tão prosaicos quanto contar conchinhas na beira da praia mas também nos permita calcular há quantos bilhões de anos nosso universo existe?
Sim, os números estão repletos de beleza, mas também podem ser extremamente cruéis. Há contextos em que a beleza dos números se esvazia por completo; então, a matemática já não é capaz de provocar qualquer sensação de enlevo. Ao contrário, nesses casos, a matemática torna-se capaz de trazer à tona tudo que há de pior em nós, seres humanos: a desesperança, a revolta, o ódio. Os números que descrevem o holocausto animal constituem um desses casos.
Em 2003, com base nas estatísticas da FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations) sobre agricultura, o Secretariado da União Vegetariana Europeia, apresentou o número de animais mortos no mundo para consumo humano durante aquele ano. Os números foram estabelecidos a partir de relatórios provenientes de mais de 210 países, mas devemos levar em conta que alguns países e territórios não fornecem dados. Os números foram os seguintes:
- Galinhas e frangos: 45 bilhões e 900 milhões
- Patos: 2 bilhões e 260 milhões
- Porcos: 1 bilhão e 240 milhões
- Coelhos: 857 milhões
- Perus: 691 milhões
- Gansos: 533 milhões
- Carneiros, ovelhas, cordeiros: 515 milhões
- Cabras: 345 milhões
- Bois, vacas, vitelos: 292 milhões
- Roedores: 65 milhões
- Pombos e outras aves: 63 milhões
- Búfalos: 23 milhões
- Cavalos: 4 milhões
- Asnos, mulas, machos: 3 milhões
- Camelos e outros camelídeos: 2 milhões
A matéria do Centro Vegetariano* sobre o tema alerta ainda que a soma de todos esses números fornece um total de mais de 50 bilhões de animais, sem ter em conta os animais aquáticos (peixes e crustáceos). Os números referem-se apenas aos animais abatidos nos matadouros. Excluem-se os animais de criação extensiva (geralmente para consumo doméstico), assim como os que são alvo da caça, difíceis de contabilizar por não haver qualquer tipo de controle. Certamente não estão incluídos nos números os desafortunados animais assassinados em rituais religiosos e tampouco os cães e gatos exterminados em sua globalizada Auschwitz particular, os famosos centros de controle de zoonoses. De tudo isso, só podemos depreender que a realidade é muito pior.
Diante desses números, toda beleza se esvai, escorre feito o sangue dos inocentes animais mortos em nome de nossos vícios e de nossa ganância, restando, então, a carcaça exangue do puro horror. São dados antigos, mas basta olhar ao redor para perceber que as coisas não podem ter melhorado (e, nesse caso, mesmo que os números caíssem pela metade, a chacina ainda teria dimensões dantescas).
Em um trabalho publicado em 2001, Luiz Antonio Pinazza, redator de pecuária e política agrícola da Revista Agroanalysis**, da Fundação Getúlio Vargas, joga um balde de água fria no otimismo vegetariano:
A formulação das tendências de consumo é investigada pelo The International Food Policy Research Institute (IFPRI), seguindo um modelo alimentar mundial em que se incluem dados originários de 37 países e grupos de países e 18 produtos. Conhecido como Impact (International Model for Policy Analysis of Agricultural Consumption), o cenário do início dos anos 90 até 2020 prevê um aumento do consumo da carne e do leite de respectivamente 1,8 e 3,3% nos países em vias de desenvolvimento e de 0,6 e 0,2% nos países desenvolvidos. Ou seja, até 2020, em toneladas métricas, os países em vias de desenvolvimento consumirão mais 100 milhões de toneladas de carne e mais 223 milhões de leite.
Resumo da ópera: o número de animais mortos só vem crescendo e vai crescer ainda mais. Se, em 2003, as estatísticas mais modestas apontavam 50 bilhões de vítimas, hoje, no final de 2009, estamos, certamente, encerrando um ano em que tal número foi superado e vamos receber, de braços abertos, um novo ano em que, mais uma vez, o recorde será batido. Ano novo, vida nova? Infelizmente, penso que não: ano novo, velhos números; ano novo, idênticas atrocidades. Um interessante testemunho do século XIX pode ajudar a ilustrar a constância do banho de sangue em que vivemos imersos.
O romancista russo Leon Tolstói (1828-1910), por sua vez, levou a cabo a experiência à qual a maior parte de nós se recusa, aquela mesma experiência considerada pelo filósofo escocês John Oswald (1760-1793) como um alerta à sensibilidade natural do homem: Tolstói visitou um matadouro. O escritor, bem como qualquer vegetariano de qualquer outra época, estava acostumado a viver em uma sociedade erigida sobre a exploração animal. Já ouvira todas as razões antigas e conhecidas pelas quais, supostamente, matar animais para comer é aceitável e até natural, coisas como “Deus permite”, ou “todo mundo faz assim”. A respeito disso, escreveu ele:
Não existe mau cheiro, som, monstruosidade aos quais o homem não consiga se acostumar a ponto de deixar de ver, escutar e cheirar a aparência, o som e o odor do mal.
Tal convicção reforçou-se ainda mais com sua visita ao matadouro, descrita por ele nas seguintes palavras:
(…) na longa sala, já impregnada com o cheiro de sangue, só havia dois açougueiros. Um soprava a perna de um carneiro morto e batia no estômago inchado com a mão; o outro, um rapaz de avental emplastado de sangue, fumava um cigarro torto. (…) Depois de mim entrou um homem, aparentemente um ex-soldado, trazendo um jovem carneiro de um ano, preto com uma marca branca no pescoço, de patas amarradas. Este animal ele o pôs sobre uma das mesas, como se numa cama. O soldado velho saudou os açougueiros, que evidentemente conhecia, e começou a perguntar quando o seu patrão lhes permitia ir embora. O camarada com o cigarro aproximou-se com o facão, afiou-o na borda da mesa e respondeu que estavam de folga nos feriados. O carneiro vivo estava ali deitado, tão silencioso quanto o morto e inflado, a não ser por sacudir nervosamente o rabo curto e os lados a se alçarem com mais rapidez que de costume. O soldado baixou gentilmente, sem esforço, a cabeça levantada; o açougueiro, sem parar de conversar, agarrou com a mão esquerda a cabeça do carneiro e cortou-lhe a garganta. O animal tremeu, e o rabinho endureceu e parou de abanar. O camarada, enquanto esperava o sangue correr, começou a reacender o seu cigarro, que se apagara. O sangue corria, e o carneiro começou a agonizar. A conversa continuou sem a mínima interrupção. Era horrivelmente revoltante.
Para nós, hoje, seria um alívio (ainda que um alívio questionável) descobrir que os matadouros de agora são menos “revoltantes” do que aquele que Tolstói descreve. A verdade é bem outra. A frieza com que os animais são mortos é exatamente a mesma. São diferentes apenas duas coisas: hoje, os animais são mortos em escala industrial, no que poderíamos de chamar de verdadeiras “linhas de desmontagem”, que contam com as mais bizarras tecnologias (esteiras com ganchos para suspender as vítimas, serras elétricas, tonéis de escalda etc.); além disso, os matadouros não param mais nos feriados – funcionam noite e dia, ininterruptamente, para atender a imensa e crescente demanda por carne. O que mudou, em suma, foram os números, muito mais grandiloquentes do que seria capaz de imaginar o mais megalomaníaco dos genocidas.
Abro uma revista que assino e que acabo de receber em casa, uma publicação da comunidade judaica, e encontro mais uma matéria sobre os horrores perpetrados pelos nazistas durante a Segunda Guerra. Descubro que, apesar de o número exato de pessoas exterminadas pelos nazistas nos campos de concentração ainda ser objeto de pesquisa e debate, as estimativas mais avantajadas apontam para 3.5 milhões de poloneses não-judeus, 3.5 milhões de poloneses judeus, 2.5 milhões de judeus de outras nacionalidades, 6 milhões de civis eslavos, 4 milhões de prisioneiros de guerra soviéticos, 1.5 milhões de dissidentes políticos, 800 000 ciganos, 300 000 deficientes, 25 000 homossexuais, 5 000 Testemunhas de Jeová, fornecendo um total de 22 130 000 pessoas (sim, mais de 22 milhões). Faço mais um rápido cálculo mental e começo a rir: esse número representa mirrados 0,04% em comparação com os tais de 50 bilhões de animais mortos a cada ano. Súbito, a imensa tragédia do holocausto adquire contornos de brincadeira de criança. Olho para a televisão e vejo uma repórter alarmada informar que, apesar da constante queda nos números, mais de 2 milhões de pessoas ainda morrem em decorrência da AIDS todos os anos. Faço uma ágil regra-de-três, descubro que esse número – 2 milhões – é o número de animais oficialmente assassinados em apenas 20 minutos e caio na gargalhada. Aprimorando o ensaiado olhar de luto, a repórter passa à nova manchete, a qual ela própria define como “uma carnificina”: 38 mortos no feriado de Natal nas estradas federais de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Recuso-me a fazer qualquer conta sobre isso; naquele momento, a notícia soa-me completamente ridícula, algo que nem merece ser computado.
Como disse, em certos casos, a matemática torna-se capaz de trazer à tona tudo que há de pior em nós, seres humanos, inclusive a frieza perante a desgraça. É quase impossível não ser sufocado por tal número – 50 bilhões! –, frente ao qual todas as misérias humanas parecem ínfimas, desprezíveis, negligenciáveis, assim como aqueles centésimos e milésimos após a vírgula que são dispensados quando, em um problema matemático, enunciamos a resposta final. Não acho bonito, não é isso o que desejo, mas a frieza dos números toma conta de mim. Viro um cubo de gelo. Insensível.
É claro que a maneira mais decente de encarar esses funestos eventos, a matança de animais humanos e não-humanos, é pensar sobre o drama individual, sobre a experiência dolorosa de cada um deles, sobre a tortura física e mental que cada qual, intimamente, teve de suportar antes da morte. Quando resumimos (ou ocultamos) tudo isso através de números, deixamos de lado a real dimensão do drama e corremos o risco da insensibilização. É, de fato, uma pena que sejamos obrigados a conviver com estatísticas tão berrantes e macabras. E é ainda mais lastimável que, ao que tudo indica, essas estatísticas, no ano que se inicia, venham a ser ainda mais berrantes e mais macabras. Recuso-me, portanto, a festejar mais um ciclo de matança que se inicia. Enquanto todos estiverem fazendo a tradicional contagem regressiva para a chegada do novo ano, permanecerei calado. Minha contagem particular começará à meia-noite em ponto: um, dois, três, quatro, cinco… e vou contabilizando, em tempo real, os animais mortos nesse recém-nascido 2010. Mas a matemática, nessas horas, é implacável, e eu logo descubro ser impossível a tarefa: são mais de 38 000 assassinatos a cada segundo.
Ao redor do mundo, o ano já se inicia com a tétrica ceia, repleta de corpos chamuscados sobre as mesas, modesto prenúncio de tudo que está por vir. Paradoxalmente, as pessoas desejam paz umas às outras, com as bocas cheias de nacos de carne. Tenho vontade de repreendê-las, “Tirem o cadáver da boca para falar!”, mas fico quieto. Penso novamente em Tolstói, que há muito já alertava sobre quão vãos serão todos nossos anseios de paz enquanto a violência fizer parte de nossos atos corriqueiros. Dizia ele: “Enquanto houver matadouros, haverá campos de guerra”. Haverá mesmo.
Mais uma vez, os galináceos se salvarão, afinal ciscam para trás e, portanto, não é de bom agouro devorá-los em noite de réveillon; os porcos, no entanto, fuçam para a frente, e, por isso, tornam-se os defuntos mais cobiçados. O leitão da ceia é apenas um infeliz que se adiantou às estatísticas. Enquanto o porco fuça para a frente, fica para trás, bem para trás, perdendo-se na poeira da distância, qualquer sinal de escrúpulo ético.
Um novo ano se anuncia. Vai começar tudo de novo.
———————–
*http://www.centrovegetariano.org/Article-327-N%25FAmero%2Bde%2Banimais%2Bpara%2Bconsumo%2Bhumano.html
** http://www.planetaorganico.com.br/TRABFGV1.HTM





Infelizmente os dados tem valores extremamente altos e continuam a crescer, e é por isso que nós – vegetarianos, temos que fazer tudo que estiver a nosso alcance para tentar parar com essa matança inexplicável.
Cada dia que passa me sinto ainda mais orgulhoso por ser assim, mas fico triste ao ver que as outras pessoas não pensem o mesmo.
Agradeço ao vista-se pelas informações que repassam para todos nós e desejo – apesar de tudo, um feliz 2010, e que, combatendo o que dizem, consigamos diminuir a crueldade sofrida pelos animais.
Abraços!
[RESPONDER]
Estou vivendo uma revolução em minha vida. Nesse ano deixei de ser cego, aprendi realmente de onde vem nossa comida, a qual não pensava ser tão violenta. Mas foi quando essa violência começou a fazer mal à minha saúde, que a quis abandonar a todo custo. Mesmo estando em uma dieta para ganho de massa muscular e hipertrofia, não conseguia mais comer tanta carne e derivados. Pensei, sou inteligente, deve ter outro modo para alcançar meu objetivo, sem tanto abuso de meus amigos inocentes. Foi ai que fui a busca, loucamente buscando informações freneticamente, encontrei dentre tantos sites o vista-se que foi o que mais me ajudou. Os editores são fantásticos, ou melhor super inteligentes, não quero usar fantástico porque isso me faz lembrar daquela emissora que detesto. Enfim, quando assisti aos filmes ‘a carne é fraca’, ‘terraqueos’, ‘uma verdade muito inconveniente’ e outros, foi a revelação, sem cortes do que é nossa “comida”. Me senti enjoado, triste, chorei ao ver tais cenas. E de fato, a carne é um veneno, é muita toxina e maldade que vem junto. Revoltante. Mas todos crescem assim infelizmente, aprendemos isso com nossa “família”. Que diz que isso é normal e prega tanto amor disfarçado. Temos que nos desprogramar. Mudar nossos pensamentos, atitudes e sentimentos. Não dá mais pra negar a cruel realidade. Apesar de tudo, desejo que mais pessoas tomem conta do que acontece, se juntem aos nossos ideais, e que lutemos para um ano melhor. Feliz 2010. Vamos a luta!!!
[RESPONDER]
puts, gostei da história do Victor [do comentário]. Apoio completamente, parabéns… exemplo se superação ‘-’
[RESPONDER]
A história é do Leandro Mello, haha
[RESPONDER]
Parabéns. Tais sinais de consciência, em nossa sociedade “humana”, são raros. Sinto-me feliz em ver que não sou a única a pensar que toda essa cultura carnívora é intolerável, uma verdadeira insanidade e não entender o por que das pessoas continuarem a fechar os olhos para tais atrocidades. Ao mesmo tempo, sinto-me extremamente triste ao ver que tais números não diminuem e que por mais vontade que sinta, não tenho como ir a tais lugares (zoonoses e matadouros) e obriga-los a parar imediatamente com isso, liberando assim todos os animais inocentes que se encontrarem lá.
Continuo assim o que acredite ser “uma jornada de vegetariano”, tentando consciêntizar os que ao meu redor se encontram e mostrar a realidade que embalagens e “festividades” escondem.
Deixo aqui mais uma vez meu parabéns.
Abraços,
Fernanda Freymann.
[RESPONDER]
Excelente o artigo. O interessante mesmo é o orgulho que sentimos, enquanto outros sentem pena “por não temos o que comer”….”coitadinhos”…
Os números realmente são lamentáveis. Mas a cada dia podemos trazer pessoas “para o nosso lado”, a fim de que a soma vegana/vegetariana seja sim motivo de constante multiplicação de consciência.
Fabiana Guerrero
[RESPONDER]
Parabéns pelo texto. Muito bom.
Realmente, o número “50 bilhões” é assustador. Mas, como você disse, a realidade deve ser muito pior, se levarmos em conta os animais mortos para outros fins. Não me surpreenderia se esse número dobrasse.
[RESPONDER]
muito interessante esse artigo, infelizmente esses numeros irão crescer mas concerteza virão novos vegetarianos pela frente.
um 2010 vegan para todos…..
[RESPONDER]
Éhhh…. por essas e outras razões não acredito em Natal nem Ano Novo, NÃO COMEMORO NUUUUUUUUNNNCA nenhuma dessas datas, por isso há muito perdí a razão de VIVER, pois é quase IMPOSSÍVEL pra mim VIVER com tais números de crueldades, sabendo que o pesadelo não acaba nunca, pois quando passa estas datas cretinas, vem a merda da SEXTA-FEIRA “SANTA” aí são os pobres peixes e bacalhaus além da imbecilidade da Farra do Boi, prática esta que me irrita e me dá tanto ódio também e por aí vai…
NÃO TENHO ESPERANÇAS de MUDANÇAS nos hábitos destes imbecís CEGOS, que NÃO QUEREM ENXERGAR, só enxergam o que lhes enteressa e lhes agrada, e por mais que bato na mesma tecla com as pessoas estas se fazem de desentendidas, por mais que as alerto da imensa crueldade das quais os pobres animais são vítimas, estas acham que sou exagerada e CHATA, e eu cada vez mais com ÓDIO das pessoas que me cercam, e sempre este ciclo vicioso que NÃO MUDA NUNCA, não aguento mais isso…
ODEIO O NATAL, ANO NOVO E TODAS AS DATAS COMEMORATIVAS e tudo mais que envolva a desgraça da exploração animal carregada de toda a crueldade que esta traz, nos matadouros, laboratórios, instituições de ensino, entretenimento etc…
POR FAVOR “DESCULPEM MEUS DESABAFOS”, é que com toda esta desgraceira toda a que são submetidos os animais, passei a ODIAR OS SERES HUMANOS OU MELHOR DESUMANOS!!!”
[RESPONDER]
AHHHHH…não terminou não… o que mais queria era que surgissem pessoas não COVARDES como EU ,mas verdadeiros “TERRORISTAS” pelo mundo afora “explodindo” matadouros e laboratórios pelo mundo afora…
[RESPONDER]
Assino embaixo do que a Valéria diz. Concordo em tudo. Também me sinto covarde e inútil por não fazer tudo o que é preciso, mas faço muito em relação a alguns que nada fazem. Costumo dizer que o mínimo que faço é mais do que o máximo de muitos. Temos que ter orgulho de sermos veganos. Estamos fazendo a diferença sim, por menor que seja. Algum dia tudo vai mudar, mesmo que demore e não estejamos mais aqui.
[RESPONDER]
“Ohhh, dia! Ohhh, vida! Ohhh, azar!”… Por isso tudo, oh humanos perversos, serei perverso o bastante para escrever o quanto vocês me enojam e o quanto me envergonho de ser humano como vocês!!!
(traduzindo a crítica: o tom dos seus textos tem ficado sempre esse – já pensou em inovar?)
[RESPONDER]
As vezes me pergunto… será que vão conseguir mudar a linha evolutiva do ser humano? Suas abordagens nunca são muito eficazes, lembrem-se são minoria se comparados aos demais onivoros que consomem carne. ó grandes seres evoluidos, deviam ofender menos e apresentar suas perspectivas de forma mais branda e educativa, acham mesmo que vão convencer uma criança dessa forma? mostrando A VERDADE, ela já ingeriu tanta carne que se ficar sem ficará amarela em 2 semanas. Sejam mais pensantes, em sua luta acabam sendo tão irracionais quanto os COMEDORES DE CADAVER bla bla bla
[RESPONDER]
A Bíblia e a Vitela
Deus patrocinando a vitela desde Gênesis 18:7
"E correu Abraão às vacas, e tomou uma vitela tenra e boa, e deu-a ao moço, que se apressou em prepará-la. E tomou manteiga e leite, e a vitela que tinha preparado, e pôs tudo diante deles, e ele estava em pé junto a eles debaixo da árvore; e comeram." (Gênesis 18:7)
"Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?" (Gênesis 22:7)
"Depois falarás aos filhos de Israel, dizendo: Tomai um bode para expiação do pecado, e um bezerro, e um cordeiro de um ano, sem defeito, para holocausto" (Levítico 9:3)
"E, quando forem cumpridos os dias da sua purificação por filho ou por filha, trará um cordeiro de um ano por holocausto, e um pombinho ou uma rola para expiação do pecado, diante da porta da tenda da congregação, ao sacerdote." (Levítico 12:6)
"E o sacerdote tomará um dos cordeiros, e o oferecerá por expiação da culpa, e o logue de azeite; e os oferecerá por oferta movida perante o SENHOR." (Levítico 14:12)
"Então degolará o cordeiro no lugar em que se degola a oferta da expiação do pecado e o holocausto, no lugar santo; porque quer a oferta da expiação da culpa como a da expiação do pecado é para o sacerdote; coisa santíssima é." (Levítico 14:13)
"E no dia em que moverdes o molho, preparareis um cordeiro sem defeito, de um ano, em holocausto ao SENHOR," (Levítico 23:12)
"Um cordeiro sacrificarás pela manhã, e o outro cordeiro sacrificarás à tarde;" (Números 28: 4)
continua aqui: http://subvertente.blogspot.com/2010/01/biblia-e-...
[RESPONDER]
Oi Rafael, parabéns pela crítica do livro do Marco. Quero fazer um jantar nesta quarta (21) lá na Tecniart Filmes. Topas? Perdi o teu endereço eletrônico, podes me mandar um e-mail pra penacabreira@gmail.com? Abração!
[RESPONDER]