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Artigos

Revista Espanhola “Ethical Magazine” destaca projeto ViSta-se

Publicado em 13/05/2013 às 12:07 em ArtigosNotícias

Uma revista ética, produzida dentro de um santuário de animais

Ao arredores de Madri, na Espanha, existe um santuário de animais chamado “El Hogar de Luci” (site), fundado e mantido por ativistas veganos. Recentemente, o santuário lançou uma revista online e gratuita chamada “Ethical Magazine” (Facebook) e, logo na primeira edição, tivemos a honra de ter o ViSta-se em destaque.

Uma grande entrevista de dez páginas com o fundador e editor do ViSta-se, Fabio Chaves, explica o que é o projeto e como ele pretende ajudar ainda mais os animais no país mais pecuário do mundo.

Confira a entrevista, em espanhol | Issuu

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Os animais na legislação ambiental brasileira

Publicado em 18/02/2013 às 13:27 em ArtigosNotíciasPelos Animais▼ Importante

Por Ohana Nery | Existe um conflito jurídico moral em relação à condição dos animais no Direito brasileiro que gera uma flagrante contradição na hora de interpretar e principalmente aplicar as normas que tratam da proteção aos animais.

É predominante o entendimento de que o ambiente existe para servir ao homem, esse entendimento está diretamente ligado aos costumes da nossa sociedade (que também são fontes do Direito).

Para demonstrar esse conflito jurídico moral, será feita uma breve análise de dois artigos da Lei 9.605/98 – “Lei dos Crimes Ambientais”

Artigo 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:

Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.

§ 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

§ 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

A pecuária, para citar apenas um exemplo, não representa a prática de todas as condutas descritas no artigo: abusar, maltratar, ferir, mutilar?

Ironicamente, o parágrafo primeiro da lei também prevê pena para quem submeter um animal a uma experiência dolorosa para fins didáticos ou científicos, o que nos remete aos testes realizados em animais. Mas, o fim do parágrafo faz uma ressalva para proteger as empresas: “Quando existirem recursos alternativos”. Então, a lei dá a famosa “brecha”, permitindo que a empresa comprove que não existe outro recurso para fazer seus testes e que precisa realizá-los em animais. Fazer testes em seres vivos sensíveis, que sequer são capazes de dar autorização para tal, não deveria estar totalmente fora de cogitação?

A ironia não para por aí, o artigo 37 da mesma lei prevê:

Artigo 37 Não é crime o abate de animal, quando realizado:
I – em estado de necessidade, para saciar a fome do agente ou de sua família.

Estado de necessidade para o Direito é uma circunstância na qual não seria razoável exigir que a pessoa agisse de outra forma. No caso em questão, a fome, que em consequência geraria um desespero e diminuição do raciocínio, justificando o abate de um animal. Então, fazendo uma simples interpretação literal da lei, não é justificável a existência de uma indústria cujo “negócio” é justamente o abate dos animais, porque o estado de necessidade é exceção, e não a regra! Por exemplo, um homem isolado em uma ilha, vítima de um naufrágio e que não come há cinco dias está em estado de necessidade, não os clientes de uma rede de fast food.

Infelizmente, nos resta óbvio que o conceito de crueldade aos animais no Brasil é interpretado de forma a atender aos interesses humanos e garantir o lucro de uma indústria que é tradicional no nosso país: a pecuária. Também percebemos a flexibilização do conceito de maus-tratos aos animais quando eventos como rodeios conseguem autorização para serem realizados.

A legislação protege os animais, porém, há uma contradição na abrangência dessa proteção porque, ao mesmo tempo em que protege alguns animais de maus-tratos, permite que outros animais sejam explorados na indústria alimentícia e do entretenimento. Se os maus-tratos estão expressamente proibidos, por que os matadouros existem?

Concluímos que a proteção aos animais só abrange até o limite que a moral coletiva foi capaz de alcançar. Moral bastante contraditória, que se escandalizou e protestou em frente a um Pet Shop quando o vídeo de um cachorrinho maltratado foi divulgado, mas, a maioria dos envolvidos, minutos antes do protesto, provavelmente fez uma refeição que incluía algum pedaço de um animal vítima de maus-tratos ainda maiores.

É preciso repensar os direitos fundamentais como o direito à vida, à dignidade, à igualdade e à liberdade, de forma que seja possível ampliar o seu alcance para que não sejam direitos exclusivos dos humanos, afinal, não somos os únicos habitando o Planeta Terra, o dividimos com diversas e incríveis formas de vida que merecem tanta dignidade quanto nós.

Mas apesar da importância da lei, a moral sempre será a instituição mais poderosa de um local e principal fonte do Direito. Os direitos dos animais só terão eficácia na prática quando ocorrer uma mudança na moral da sociedade. Assim como a forma mais eficaz de extinguir a violência contra a mulher não é por meio de uma legislação mais rígida, mas sim erradicando o machismo, a melhor maneira de modificar a moral da sociedade em relação ao tratamento dos animais e protegê-los é com a prática e propagação do veganismo.

Ohana Nery é advogada criminalista de Vitória, Espírito Santo.

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Por que você come carne?

Publicado em 28/01/2013 às 10:27 em ArtigosNotícias

Por Ohana Nery | O homem, por ser o único animal racional do planeta Terra, possui capacidade de decisão, de reflexão. Por esse motivo, não é racional que o homem se comporte como os outros animais irracionais, alegando seguir uma “cadeia alimentar”, da mesma forma que os demais animais seguem.

Não somos iguais aos outros animais, porque possuímos essa capacidade de raciocínio, e justamente por isso, nos julgamos superiores aos outros seres. Mas, a racionalidade do homem não traz superioridade, e sim muita responsabilidade. Não existe superioridade na natureza, existe unidade. Estamos todos conectados. O mal que você faz ao próximo é o mal que faz a si mesmo. A cura que você proporciona ao próximo é a cura para as próprias enfermidades. E como próximo eu me refiro a tudo que existe.

O argumento da superioridade humana para justificar a exploração dos outros animais é, sem dúvida, fascista, e argumentos semelhantes já foram empregados para justificar a escravidão dos negros, a dominação e invasão de países e territórios, a submissão feminina, diversos genocídios, só para citar alguns exemplos. E muitas coisas que hoje consideramos atrocidades históricas, já foram socialmente aceitas. E tantas coisas que são socialmente aceitas e apoiadas hoje, no futuro serão entendidas como o absurdo que são.

É preciso lembrar que não é possível que uma pessoa consuma carne e seja ambientalista ao mesmo tempo, ou se diga sensível pela causa animal, se dizendo contra testes em animais, exploração em circos, rodeios, maus tratos de animais domésticos… e consumindo carne? Usando acessórios de couro? Não soa coerente, concorda? Ingerir carne é semelhante às posturas narradas acima, é a mesma coisa que maltratar qualquer animal, só que é socialmente aceito, porque é bom para a economia, porque é comum, porque todo mundo faz. Como é socialmente aceito, quem consome pensa que não está fazendo nada demais. Oras, nem tudo que é socialmente aceito é necessariamente moral. Nós sabemos bem disso, tantas coisas que atualmente são consideradas comuns, mas estão longe de ser enquadrar até nas mais liberais concepções de moral, o rol é extenso.

Apenas evitamos refletir e fazer uma autocrítica em relação ao consumo de carne, de couro animal, por pura conveniência, comodismo. A autocrítica dói, refletir dá trabalho, tomar uma postura diferente da maioria é um ato de coragem e traz consequências sociais, que nem todos estão dispostos a encarar. Mas dói mais ainda, o sofrimento dos nossos amigos animais, diariamente, para sustentar luxos desnecessários.

Ser vegano é muito fácil, existem diversas opções de alimentos sem origem animal, sem sofrimento, acontece que a cultura te impossibilita de enxergar o quão fácil é seguir o melhor caminho. Está na hora de refletir, você, ser humano, animal racional, vivendo em uma sociedade organizada e civilizada, não precisa seguir tradições, obedecer a costumes. E sabe por quê? Porque você pensa e deve seguir seus próprios sentimentos e a sua concepção de moral. Deve evoluir, porque assim deve caminhar a humanidade.
As pessoas que não sentem fraternidade por todos os seres, não praticam a racionalidade em sua plenitude, então, carecem de humanidade.

Por que você come carne?

Faça essa pergunta a si mesmo, caso não encontre uma resposta racional e razoável, é hora de parar. Uma simples recusa na hora de comer, uma escolha na hora de comprar cosméticos, roupas, bolsas, e você estará salvando vidas e, incentivando o fim de uma indústria cruel que não pode ter espaço em uma sociedade civilizada e formada por seres racionais.

Assim eu acredito… que somos racionais. Nós ainda somos?

Ohana Nery é advogada criminalista de Vitória, Espírito Santo.

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Uma festa vegana para vovó

Publicado em 01/01/2013 às 15:55 em ArtigosNotícias

Por Liana Feitosa (foto/esq.) | Minha avó completou 70 aninhos há poucos dias e é claro que a data merecia uma festa especial. Tudo foi planejado e cerca de 60 amigos e familiares foram convidados para viver momentos especiais com a vovó. Entretanto, essa não poderia ser uma festa com aperitivos e guloseimas comuns. Minha avó e parte dos meus tios são veganos. Portanto, a festa seria uma ótima forma de dizer para o restante da família e demais convidados que veganos passam fome se quiserem: há fartura de opções e sabores para aqueles que desejam ser mais saudáveis e, de quebra, demonstrar amor eficaz para com os animais.

Assim foi feito. Assado, cuscuz, quibe, mini-sanduíche, pão sem queijo, esfihas para matar a fome e, de sobremesa, uma linda mesa com trufas, docinhos de abóbora, cajuzinhos e, claro, o indispensável bolo de aniversário. Tudo delicioso, sem adição de carne, leite, ovos, queijo ou qualquer outro alimento derivado animal.

Não tenha dúvidas de que fazer uma festa assim foi um grande desafio. Minha família é toda do Mato Grosso do Sul, o 4º maior produtor de gado bovino do país, uma região com raízes profundamente fincadas na pecuária. De acordo com o IBGE, mais de 21 milhões de cabeças de gado são criadas no MS e, somente no primeiro trimestre de 2012, mais de 220 mil toneladas de carne bovina foram abatidas para consumo. O Mato Grosso do Sul só não matou mais que o Mato Grosso, o maior abatedor de gado do Brasil que, no primeiro trimestre de 2012, acumulou mais de 270 toneladas de carne bovina sacrificada.

Não é fácil incutir os conceitos vegetarianos de respeito aos animais e à saúde humana na mente de pessoas extremamente apegadas à cultura da alimentação à base de carne, ainda mais em uma região onde é difícil encontrar até mesmo restaurantes que ofereçam pratos com opções vegetarianas (quanto mais veganas). No entanto, os momentos especiais da nossa vida merecem o que há de mais puro que a natureza possa oferecer.

Sendo assim, o aniversário da vovó deveria ser um brinde ao respeito à vida e à tolerância. E foi. Tem gente que saiu da festa sem saber que deixou de matar bichinhos para poder aproveitar uma comemoração, mas, com certeza, saiu sentindo-se leve e feliz.

Meu nome é Liana Feitosa, sou jornalista e vegetariana.

Por Liana Feitosa (foto/esq.) | Minha avó completou 70 aninhos há poucos dias e é claro que a data merecia uma festa especial. Tudo foi planejado e cerca de 60 amigos… Saiba mais


Autor brasileiro publica capítulo de seu próximo livro, intitulado “A Revolução Vegana”

Publicado em 24/10/2012 às 10:13 em ArtigosNotícias

Uma reflexão sóbria sobre a relação entre os seres humanos e os animais

Eduardo Corassa, carioca crudívoro e autor dos livros “Saúde Frugal”, ”O Jejum Higienista” e “Culinária Frugal – Receitas do Paraíso”, publicou nesta quarta-feira, em seu blog, o primeiro capítulo de seu próximo livro: “A Revolução Vegana”. O tetxo pode ser conferido, na íntegra, abaixo:

Exploração (subtítulo do capítulo 1 livro “A Revolução Vegana” de Eduardo Corassa, sem data de lançamento)

“Utilizar a palavra humanitário a qualquer ato de extermínio o transforma em um oximoro.” Joanne Stepaniak M.S

Indefesos animais são explorados pelo homem há milênios. Desde o advento da agricultura, no período neolítico, iniciamos com a exploração dos mais mansos, logo facilmente domesticados (ex: a vaca, dócil e fácil de ser domada, que nos fornece leite e maior quantidade de carne, face ao seu tamanho), bem como os animais úteis as nossas necessidades, como o cavalo, animal forte para arar o solo e ágil, boa montaria, com isso nos auxiliando a encurtar distâncias.

O ser humano os explora, não só com a função de comida e trabalho, mas com a ideia de que consegue obter a salvação de seus maus hábitos. Muitos povos antigos acreditavam que torturar animais, sacrificando-os como oferenda aos “deuses”, apaziguaria a ira desses, fazendo com que não jogassem “doenças” sobre nós. Destorcido entendimento de que nossas doenças fossem capricho dos deuses, ao invés de um estilo de vida errôneo.

Conseguimos literalmente explorar todo o reino animal. Desde os mais variados animais terrestres, também os aéreos e marítimos, tornaram-se “prazeres degustativos”. Certas culturas chegam a comer até cavalos, golfinhos, cabras, cobras, ursos, jacarés. Australianos comem carne de canguru, enquanto chineses comem cérebro de macacos e carne de cachorro. A culinária japonesa e seus peixes crus, usa inclusive o baiacu, que tem um veneno letal, que se não removido devidamente, pode matar o gourmandisse. O sushi de baiacu é uma “iguaria”, que, apesar de poder causar morte, muitos pagam e demasiado caro para comê-lo.

“A gelatina que comemos desde nossa infância, saída de uma linda caixinha colorida, não é nada além do que ossos, pele e outras partes do tecido conectivo de animais derretidos através do cozimento.”

Genitálias de certos animais são ingeridas como afrodisíacos. Fígado de ganso super alimentado, mais famoso pelo requintado nome francês “foie gras”. A pata do boi não se salva e vira mocotó e gelatina, ou seja, a gelatina que comemos desde nossa infância, saída de uma linda caixinha colorida, não é nada além do que ossos, pele e outras partes do tecido conectivo de animais derretidos através do cozimento.

Até os pobres e ínfimos insetos não fugiram da maldade do homem, por exemplo, as abelhas trabalham durante meses laborando seu mel, e lá vamos nós e roubamos sua comida.

O bicho da seda é literalmente cozido vivo, para que roubemos sua seda. Gafanhotos, cigarras, grilos, cupins, baratas e outros insetos são comidos em diferentes culturas pelo mundo grelhados e servidos em espetinhos.
Devido à imposição lucrativa da máquina “indústria pecuária”, todo subproduto da produção de animais é reaproveitado e transformado em algo para gerar mais e mais capital. O couro utilizado na produção de roupas, sapatos, cintos, bancos de carros e inúmeros outros utensílios do nosso dia a dia, provém em sua maioria da pele do boi, pois milhares deles são mortos todos os dias. O couro desse animal é abundante e, portanto, bem barato, o que o torna o mais utilizado. No entanto, em menor proporção, as peles de outros animais também são utilizadas como a de cangurus, jacarés, cobras, porcos.

Parece, simplesmente, não existir limites ao paladar do homem e ao nosso desejo por matar e metamorfosear todo tipo de pedaço animal em “comida” ou seus “restos” em utensílios. Complementando a afirmativa acima, pode haver extermínio humanitário? Isto não soa, no mínimo, incoerente?

É óbvio que o consumo de produtos animais é antiético, pois não necessitamos deles para nos nutrir, ainda assim os escravizamos e matamos pelo simples “gosto”, que algumas de suas partes nos fornecem.

Mais degradante do que a produção de animais para o consumo alimentar é a utilização para esportes, entretenimento, rituais e comércio de animais, que seres humanos desenvolveram nos últimos milênios. A caça, as touradas, sacrifícios para rituais, esportes como corridas de cavalo, rinhas (briga de galos, cachorros etc.), enjaular animais e vendê-los como mercadoria, assim como qualquer tipo de exploração animal, em prol barbáries, com entretenimento e lucro, denota o nível ao qual o ser humano desceu, optando pela exploração e sacrifício animal, quando a natureza lhe oferece gratuitamente seu alimento. Enfim, não conseguimos respeitar, zelar por outras formas de vida, que nunca se destinaram aos “propósitos” do homem.

Durante a segunda guerra mundial, os nazistas fizeram experiências nos judeus, em nome da “ciência” e o mundo entendeu como algo ultrajante, mas nos laboratórios, em todo o mundo, são utilizados milhares de animais, sendo cometidas as mais bizarras atrocidades. Desde serem submetidos a cancerígenos, todo tipo de drogas farmacêuticas, até cosméticas, bem como substâncias e teste de dietas.

Serão as vidas desses animais, seus sentimentos e sensações possíveis de serem negligenciadas? Será que cabe torturá-los e maltratá-los em prol dos luxos e “commodities” da vida moderna?

Infelizmente, registro que minha visão e atitudes nem sempre foram essas, não via gaiolas de animais como prisão. Tal conclusão, entre tantas outras, só adotei após seguir o veganismo. Hoje, não consigo entender como “donos” de animais conseguem manter seus queridos e preciosos companheiros presos atrás de grades por anos ou décadas. Será que o animal não merece sua liberdade natural, movimentar-se, escolher e buscar seu alimento, socializar-se com outros de sua espécie, ser livre?
Considero que inclusive alguns veganos de longa data não conseguem contemplar tamanha maldade e atrocidade, que acarretamos a esses seres e a nós mesmos nestes últimos milênios.

Enquanto escravizarmos, explorarmos, abusarmos, escalpelarmos e matarmos esses animais, enquanto infligirmos à dor, mesmo aos “animais denominados inferiores”, nunca poderemos esperar vivenciar uma existência harmoniosa a saúde, pois segundo dizem velhos ditados: “colhemos o que plantamos” e “o que fazemos aos outros, volta em dobro”.

Existem leis proibindo o maltrato de animais. Elas não se aplicam a todos animais? Serão restritas somente a algumas espécies consideradas “domésticas”? E como se enquadram os pobres animais torturados e criados exclusivamente para virarem comida?

Capítulos do livro ” A Revolução Vegana”

Capitulo 1 – Por que ser vegano
Capítulo 2 – Alimentos patogênicos
Capitulo 3 – Os pioneiros médicos veganos
Capitulo 4 – Estudos científicos
Capítulo 5 – Doenças de afluência
Capitulo 6 – Comparação entre civilizações onívoras e “quase-veganas” através do mundo
Capitulo 7 – Como são produzidos nossos “alimentos”
Capítulo 8 – Perguntas e respostas
Capitulo 9 – O veganismo na prática

Uma reflexão sóbria sobre a relação entre os seres humanos e os animais Eduardo Corassa, carioca crudívoro e autor dos livros “Saúde Frugal”, ”O Jejum Higienista” e “Culinária Frugal – Receitas… Saiba mais


Se você consome ovos, deveria ler esse texto

Publicado em 22/10/2012 às 13:22 em ArtigosNotícias

A ativista Leide Fuzeto Gameiro, de São Carlos-SP, publicou um texto emocionante que explica, de forma lúdica, como é a vida de uma galinha explorada em uma granja de ovos.

Bem vinda ao mundo, pequenina!

Você que acabou de nascer e teve o biquinho decepado. Deve estar doendo muito, eu sei. É para que você não bique a si mesma e nem às tuas companheiras quando se sentir desesperada. E acredite: você vai se sentir desesperada!

Irá para uma cela agora que, quando crescer, mal caberá teu corpo. Não conseguirá esticar as asas, se espreguiçar, saltar e muito menos andar.

Jamais saberá o que é ciscar, fazer ninhos, se empoleirar… só sentirá o desejo latejando sem entender direito. Nunca verá o sol ou sentirá a chuva. Muito menos saberá que existe noite e por isso nunca dormirá. Teus dias serão eternos, passará a vida sob lâmpadas, que manterão tua vontade de comer sem parar. Comerá muito e por isso crescerá rápido e começará cedo a botar ovos. E botará ovos sem parar. Mas jamais os verá. Eles não serão teus.

Com o tempo tuas pernas doerão muito, por não se movimentar. Talvez nasçam até feridas nas plantas dos pés, que cicatrizarão grudando teus pés nas grades.

Quando você estiver muito fraca e já não servir para botar ovos, como uma máquina eficaz, estará perto enfim o fim do teu sofrimento. Você, que só nasceu para sofrer, que mesmo sendo capaz de sentir alegria, não terá tido um só momento dela, terá, enfim, descanso… cortarão teu pescoço e, com sorte, morrerá de uma vez e não sentirá ainda o último requinte num tanque de água fervente.

E teu corpo tão triste e tão sofrido será alimento de quem pagou por cada minuto de teu castigo.

E eu, do alto da minha impotência, só posso te dizer agora e na hora de tua morte: NÃO POR MINHA CAUSA!

Foto: Santuário Wings of Heart
Texto: Leide Fuzeto Gameiro

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A ativista Leide Fuzeto Gameiro, de São Carlos-SP, publicou um texto emocionante que explica, de forma lúdica, como é a vida de uma galinha explorada em uma granja de ovos. Bem… Saiba mais


Médica pediatra fala sobre maternidade vegana

Publicado em 11/10/2012 às 16:03 em ArtigosNotíciasSaúde▼ Importante

Mãe coruja, esposa e vegana. Confira o papo com a médica pediatra Tati Balleroni - CRM(SP) 109241 

O maior presente que uma mãe pode dar a seu filho é a saúde. Por isso, o ViSta-se entrevistou a mamãe de primeira viagem Tati Balleroni, que anda curtindo muito a vinda do Mateus, que tem apenas 6 meses de vida. Se a alimentação de uma pessoa vegana adulta já é constantemente questionada, alimentar um bebê sem nenhum ingrediente de origem animal pode ser ainda mais complicado, do ponto de vista social. Felizmente, a complicação fica por aí. Confira as dicas da Tati para uma gestação e infância perfeitas.

ViSta-se: Há quanto tempo você é vegana?
Tati Balleroni: Sou vegana há 4 anos.

Há quanto tempo você é médica e onde se formou? Onde você nasceu e onde atende hoje?
Eu completo 10 anos de formada no próximo mês. Me formei na Faculdade de Medicina de Marilia (FAMEMA). Eu nasci em São Paulo-SP, mas minha família mudou-se para o interior quando eu tinha 8 anos. Atualmente, desacelerei bastante meu ritmo de trabalho devido ao meu filho Mateus estar com 6 meses ainda. Tenho me dedicado bastante à maternidade. Trabalho na UTI Neonatal do Hospital ABHU em Marilia-SP.

Você indica alimentação livre de alimentos de origem animal a pacientes que não são veganos? Se sim, explica a eles por quê? Qual a reação deles? 
Sim, se percebo que as famílias são abertas a essa abordagem. Ainda existe muito preconceito e dúvidas das pessoas em relação ao veganismo, mas tenho percebido uma tendência à melhor aceitação nos últimos anos.

Nas consultas do dia-a-dia, existem dúvidas das mães sobre o veganismo?
Atualmente não estou atendendo no consultório, mas ainda oriento algumas famílias que são veganas e alguns pais que ficam preocupados porque os filhos decidiram parar de comer carne.

Como é, para sua família, saber que você teve uma gravidez vegana e vai criar seu filho (cite o nome dele) dentro da filosofia vegana? Mesmo como médica, você tem alguma objeção familiar?
A minha familia foi bem tranquila em relação à minha gestação ter sido vegana. Quanto à criação do Mateus na filosofia vegana, fomos questionados algumas vezes em relação a isso. Porém, sempre deixamos clara a nossa postura de que ele seria criado dentro do veganismo. Para nós, não faz o menor sentido nosso filho ser criado fora do contexto da filosofia vegana. Vivemos aquilo que acreditamos e nunca cogitamos deixar de transmitir nossos valores ao nosso próprio filho! Mesmo sendo médica pediatra já fui questionada sim. Inúmeras vezes. Por exemplo, em relação à introdução da alimentação complementar, sobre como eu faria isso sem a carne.

“E assim optamos pelo veganismo juntos, no mesmo dia!”

Seu marido é vegano? Como lidam com isso?
O Marcelo, meu marido, é vegano. Oito meses antes do nosso casamento, após a morte do nosso cachorrinho, ele se questionou: como posso amar tanto os animais e comê-los? Ele já tinha tentado ser vegetariano por volta dos 7 anos e novamente na adolescência, porém, não tinha encontrado apoio. Eu era ovolactovegetariana há alguns anos. Porém, não conhecia nenhum vegetariano, não tinha nada de informação. Para mim foi tudo muito instintivo. Quando tomei conhecimento da crueldade ligada ao consumo de ovos e laticínios, decidi pelo veganismo no mesmo momento. Já éramos casados e então comuniquei ao Marcelo que estava me tornando vegana a partir daquele momento. Ele me perguntou o motivo, expliquei a ele sobre o que tinha lido. Ele me respondeu que se tornaria junto comigo. E assim optamos pelo veganismo juntos, no mesmo dia!

“Existe um documento da Associação Dietética Americana, referência mundial em nutrição, que endossa a alimentação vegana e que pode ser apresentado ao seu pediatra.”

O que você indica a mães que não têm a sorte de contar com uma pediatra vegana? Existe algum texto, artigo ou manifesto que essa mãe pode levar ao seu pediatra para que ele tenha certeza que a alimentação vegana é saudável para a criança?
Na verdade eu diria a elas para que busquem o máximo de informação possível! Infelizmente, ainda há muitos profissionais despreparados para orientar uma dieta vegana e muitas vezes, por falta de conhecimento, acabam dizendo que não é possível, que é prejudicial e coisas desse tipo. Existe, por exemplo, um documento da Associação Dietética Americana, dos EUA, com um posicionamento em relação às dietas vegetarianas
que diz que uma dieta vegetariana bem planejada, incluindo a vegana, são apropriadas para os indivíduos em todas as fases da vida como gestação, lactação, infância, adolescência e para atletas.
Documento (em inglês) | Notícia no ViSta-se. Este material pode ser levado ao pediatra que acompanha a criança, por exemplo.

Na gravidez, existe algum exame específico que a mamãe vegana não pode esquecer de pedir e que os médicos normalmente não atentam para ele?
Uma gestante vegana necessita de um acompanhamento pré-natal adequado como qualquer outra gestante e não existe nenhum exame especial que deva ser realizado especialmente por gestantes veganas.

“Procure manter uma alimentação equilibrada que inclua uma variedade de cereais, leguminosas, verduras, legumes, frutas e oleaginosas.”

O que uma mãe vegana não pode deixar de saber para uma gravidez e uma infância saudáveis? 
Com um bebê em formação, as necessidades diárias de alguns nutrientes encontram-se elevadas. Estar atenta a essas necessidades e buscar atendê-las através da alimentação é um dos passos para uma gestação saudável. Procure manter uma alimentação equilibrada que inclua uma variedade de cereais, leguminosas, verduras, legumes, frutas e oleaginosas. Evite alimentos industrializados, sal e açúcar em excesso. É importante incluir uma fonte de ômega-3, como por exemplo linhaça ou chia. No caso das veganas, é essencial a suplementação da vitamina B12 na gestação e enquanto se estiver amamentando; inclusive as necessidades diárias dessas vitaminas estão aumentadas durante esses períodos. Outras suplementações (como por exemplo ferro, cálcio, zinco, vitamina D, ácido fólico, etc) devem ser individualizadas e só devem ser realizadas sob orientação de um médico ou nutricionista. 

Converse com seu médico sobre as atividades físicas que podem ser realizadas por você na gestação. As faixas de ganhos de peso são individualizadas, esteja atenta à indicada a você e procure não ganhar pouco peso e tampouco ganhar de forma excessiva. Uma infância saudável se inicia com o aleitamento materno, que deve ser exclusivo durante os primeiros 6 meses de vida do bebê. Nessa fase, não se deve ser oferecido água, chás ou qualquer outro alimento. Aos 6 meses inicia-se a introdução na alimentação complementar, de forma lenta e gradual, mantendo-se o aleitamento materno até 2 anos ou mais. O leite materno é o principal alimento no primeiro ano de vida.

“Deve-se evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas.”

É importante que a criança receba uma alimentação variada. o consumo diário de verduras, legumes e frutas deve ser encorajado. Deve-se evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida e, mesmo conforme a criança cresce, o consumo destes alimentos deve ser realizado de forma esporádica e não habitual. Utilizar sal com moderação. Da mesma maneira que na gestação e lactação, bebês e crianças veganas devem receber suplementação de vitamina B12. Outras suplementações devem ser individualizadas e realizadas apenas por orientação de medico ou nutricionista.

A vida da vegana Tati Ghizellini Balleroni / CRM(SP) 109241
Nasci em São Paulo e nos mudamos para o interior quando eu tinha 8 anos. Aos 17 anos entrei na faculdade e vim pra Marília estudar. No quinto ano de faculdade conheci meu marido. Fiz residência em pediatria na mesma faculdade em que me formei e optei por permanecer em Marília. A maternidade me fez desacelerar o meu ritmo de trabalho, permaneci em casa durante 5 meses amamentando. Retornei ao trabalho em períodos curtos e em carga horária semanal pequena para que o Mateus pudesse continuar recebendo apenas leite materno. Quando estou trabalhando, ele recebe leite materno ordenhado no copo. Agora que ele completou 6 meses, iniciamos a introdução da alimentação complementar (vegana é claro!) e o suplemento de vitamina B12. Atualmente integro a equipe da UTI Neonatal do Hospital ABHU, onde trabalho há quase 8 anos. Amo a pediatria de forma incondicional!

Mãe coruja, esposa e vegana. Confira o papo com a médica pediatra Tati Balleroni - CRM(SP) 109241  O maior presente que uma mãe pode dar a seu filho é a saúde. Por… Saiba mais


Conheça Amélie: com apenas 4 anos, ela já traça estratégias para salvar os animais

Publicado em 26/09/2012 às 11:56 em ArtigosNotíciasPelos Animais▼ Importante

Amélie é uma pequena ativista vegana de São Paulo

Filha da também ativista pelos direitos dos animais Karina de Oliveira, a pequena Amélie é a síntese do que as crianças sentem em relação aos seus amiguinhos não-humanos. Segundo Karina, Amélie não se conforma como as pessoas podem fazer mal aos animais. “Por que eles não entendem que nós não precisamos matá-los para nos alimentar?” – Diz.

Insights de planejamento publicitário

A fim de salvar todos os animais do mundo, Amélie tem ideias e mais ideias para que seu objetivo se concretize. Depois de aprender que existem certas placas de trânsito que proíbem as pessoas de fazerem coisas erradas, Amélie logo apareceu com um desenho na mão que mostrava um homem com uma faca e um porco com expressão de assustado dentro de um símbolo de proibido. Na cabeça inocente dela, é simples assim: é só dizer que é errado e as pessoas não farão. E ela está coberta de razão, deveria ser assim.

“Tive uma outra ideia!!! Se nós formos pra rua e mostrarmos nossos desenhos? As pessoas entendem melhor os desenhos.” – Convidou a mamãe, toda empolgada. Karina, ponderada, entendeu que aquele não era o momento. Para preservar a filha, achou melhor esperar até que surgisse uma grande manifestação para que a menina estivesse no meio de pessoas que a apoiariam e não corresse o risco de se frustrar, através da desaprovação das pessoas que comem animais e achariam sua manifestação algo ridículo.

Indo para a  rua, o grande dia de Amélie

No último sábado, dia 22 de setembro, chegou o grande dia de Amélie ir para a rua mostrar seus desenhos e expressar seu amor pelos animais. Aconteceram eventos simultâneos no mundo todo pelo fim da crueldade contra os animais. Karina entendeu que era o momento e lá foram as duas, mãos dadas pela Avenida Paulista, mãe e filha.

ESPERANÇA.

O depoimento da Karina sobre Amélie pode ser lido no Facebook, clique aqui.

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Amélie é uma pequena ativista vegana de São Paulo Filha da também ativista pelos direitos dos animais Karina de Oliveira, a pequena Amélie é a síntese do que as crianças… Saiba mais


3 motivos para ser contra testes em animais

Publicado em 31/08/2012 às 11:22 em ArtigosNotíciasPelos AnimaisSaúdeSociedade▼ Importante

Cruel, arcaica e ineficiente: esta é a indústria bilionária dos testes em animais

São cada vez mais comuns as manifestações públicas e organizadas de repúdio aos testes em animais. Na Itália, milhares de pessoas foram às ruas e conseguiram fechar um biotério (lugar que “fabrica” animais) com mais de 2.500 cães da raça Beagle que seriam usados para testes farmacêuticos (lembre do caso). Aqui no Brasil, um forte grupo está organizado para protestar contra o Instituto Royal, localizado em São Roque-SP, que tortura atualmente cerca de 60 Beagles (lembre o caso). Logo após este grande protesto em São Roque que, segundo os ativistas, foi apenas o primeiro, o ativista e presidente da ONG VEDDAS George Guimarães falou por mais de 20 minutos ao vivo sobre o assunto na Record News (assista). Há anos, um vídeo documentário do Instituto Nina Rosa, de São Paulo, denuncia os testes em animais. O documentário chama-se “Não Matarás” e está disponível gratuitamente no Youtube (assista aqui). Estes são apenas alguns exemplos. Fica claro que não há mais espaço para este tipo de atividade na época em que estamos. Entenda:

1. Testes em animais são extremamente cruéis

Para testar drogas e insumos para a indústria, bilhões de animais – principalmente roedores, cães, gatos e primatas – são trancados em laboratórios anualmente e submetidos à práticas dolorosas. Inserção de substâncias tóxicas em seus olhos, inalação forçada de fumaça e implantação de eletrodos em seu cérebro são apenas algumas destas práticas. Via de regra, são utilizados animais de pequeno porte e dóceis, para facilitar o manejo dentro dos institutos de pesquisa. Neste cenário, a raça Beagle, infelizmente, se encaixa perfeitamente e são eles os preferidos dos vivisseccionistas (o que é um vivisseccionista?).

2. Testes em animais atrasam o desenvolvimento da ciência

Em todo o mundo, especialistas se dividem sobre o papel dos testes em animais no progresso científico. De um lado, há os que dizem que não há condições de haver novas descobertas importantes para a saúde humana sem este tipo de prática. Por outro lado, existe o grupo dos que dizem que os testes animais impedem que a ciência evolua, mantendo-a em um ciclo arcaico de práticas sem razão.

Um destes entusiastas do fim dos testes em animais é o médico norte-americano Ray Greek que, em 2010, disse à Revista Veja (leia):

“As drogas deveriam ser testadas em computadores, depois em tecido humano e daí sim, em seres humanos. Empresas farmacêuticas já admitiram que essa será a forma de testar remédios no futuro.”

Ray afirma que os testes são uma falácia e que atrasam a ciência. Ele é voluntário para testes em humanos, desde que observados todos os pré-requisitos de segurança.

3. Testes em animais são ineficientes

Grupos de cientistas favoráveis à testes sem animais usualmente citam o lucro da indústria como principal causador de sua permanência no meio acadêmico e farmacêutico. Fica claro que há uma economia dependente dos bilhões de dólares investidos por ano neste mercado. Porém, este dinheiro não está sendo aplicado para o bem das pessoas.

O médico Ray Greek, ainda em entrevista à Revista Veja, em 2010, afirmou: “A indústria farmacêutica já divulgou que os remédios normalmente funcionam em 50% da população. É uma média. Algumas drogas funcionam em 10% da população, outras 80%. Mas isso tem a ver com a diferença entre os seres humanos. Então, nesse momento, não temos milhares de remédios que funcionam em todas as pessoas e são seguros. Na verdade, você tem remédios que não funcionam para algumas pessoas e ao mesmo tempo não são seguros para outras. A grande maioria dos remédios que existe no mercado são cópias de drogas que já existem, por isso já sabemos os efeitos sem precisar testar em animais. Outras drogas que foram descobertas na natureza e já são usadas por muitos anos foram testadas em animais apenas como um adendo. Além disso, muitos remédios que temos hoje foram testados em animais, falharam nos testes, mas as empresas decidiram comercializar assim mesmo e o remédio foi um sucesso. Então, a noção de que os remédios funcionam por causa de testes com animais é uma falácia.”

Se ainda assim você tem dúvidas, veja:

Denúncia feita em 2009 pela PETA, ONG norte-americana, contra a indústria de alimentos para pets IAMS (Eukanuba). No vídeo abaixo, cenas dos experimentos feitos em cães da raça Beagle.

ATENÇÃO! Cenas fortes.

Há alternativas

Estudante, não quer matar animais em seu curso? Conheça a objeção de consciênciawww.1rnet.org/objetando.htm.

Consumidor, saiba o que coloca no carrinho e como foi produzido. O site PEA (Projeto de Esperança Animal) mantém aquela que é hoje a lista mais atualizada de empresas brasileiras que testam e de empresas que não testam em animais (consulte). Certamente, vai ajudar você a fazer melhores escolhas. Caso o produto em que você está interessado seja importado ou de uma empresa multinacional, acesse a lista mundial da PETA, aqui.

Manifeste-se, ainda que seja em um e-mail ou telefonema para a empresa que fabrica seu produto favorito. Eles precisam saber que você não concorda com testes em animais. Assim, ou eles se adaptam ao novo mercado, ou o mercado descartará os produtos deles.

Acesse e divulgue:
www.vista-se.com.br/testes

Cruel, arcaica e ineficiente: esta é a indústria bilionária dos testes em animais São cada vez mais comuns as manifestações públicas e organizadas de repúdio aos testes em animais. Na… Saiba mais


Homem compra lagosta de 80 anos para soltar, mas come outras

Publicado em 25/07/2012 às 13:45 em ArtigosNotícias

Diversos sites do mundo todo estão divulgando a atitude de Don MacKenzie, um norte-americano que comprou uma lagosta de cerca de 80 anos de um restaurante apenas para soltá-la no mar. Segundo Don, a “Larry Sortuda”, como foi apelidada a lagosta, não merece morrer por ter passado tantos anos sem ser pescada. MacKenzie se comoveu com a história da lagosta e pagou uma quantia significativa (não revelada) apenas para ter o prazer de libertá-la.

Para o jornal “The Day”, Don admitiu que gosta de comer lagostas, mas disse que “Larry Sortuda” não era uma opção. “Ela [a lagosta] é muito velha, a carne deve ser muito dura”.

O que levou Don MacKenzie a fazer esta ação que tinha tudo para ser maravilhosa provavelmente foi o que o filósofo e professor de Direito Gary Francione chama de “esquizofrenia moral”. Don se identificou com “Larry Sortuda”, a enxergou como indivíduo e deu a ela a liberdade. Mas, possivelmente no mesmo dia, comeu pedaços de outros animais enquanto relatava o quão bacana foi aquela ação com Larry.

A maioria das pessoas que comem animais tem isso: em um momento se compadecem do sofrimento deles, em outro, chupam suas costelas.

Referências:

http://theday.com/article/20120724/NWS01/120729886/1017

http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2012/07/americano-compra-lagosta-de-80-anos-de-restaurante-e-solta-no-mar.html 

Diversos sites do mundo todo estão divulgando a atitude de Don MacKenzie, um norte-americano que comprou uma lagosta de cerca de 80 anos de um restaurante apenas para soltá-la no mar.… Saiba mais


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Durante os 60 segundos do vídeo, 60 bois, 60 porcos e 10.000 frangos serão assassinados pela pecuária brasileira. Os dados são do IBGE (veja aqui). Ao contrário da maior parte dos vídeos de campanhas em favor dos Direitos Animais, a nova peça publicitária do grupo NãoMate.org consiste em cenas conceituais sobre o poder que temos de mudar o destino dos animais apenas por nossas escolhas. As imagens foram captadas no estado do Pará e mostram animais em um curral assustados, à espera do abate eminente. Ao lado, um matadouro típico das cidades do interior, um grande galpão equipado com marretas, cordas e ganchos. Embora pareça um lugar atrasado e fora dos padrões da vigilância sanitária, estima-se que 30% da carne comercializada no Brasil saia de lugares assim. Com a frase “Você tem escolha, não mate”, o vídeo termina e deixa a questão na mão de quem realmente pode resolver toda essa situação: o consumidor. Ao escolher o que você consome, você usa ou não a marreta que aparece no vídeo. Faça escolhas veganas, saiba como em www.sejavegano.com.br. Assista ao vídeo | Vimeo
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