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Áudio

Pesquisadora brasileira fala sobre os males do consumo de leite e derivados

Publicado em 11/04/2013 às 16:58 em ÁudioNotíciasSaúde▼ Importante

Câncer, alergias e outras doenças podem ter origem no consumo de leite

Em entrevista à jornalista Beth Bergonha, que apresenta o programa “Amazônia Brasileira”, a filósofa catarinense Sônia T. Felipe explicou detalhadamente porque o leite e seus derivados (queijo, iogurtes etc) fazem tanto mal à saúde humana e, principalmente, aos animais.

Durante sua fala, veiculada pela Rádio Nacional da Amazônia, Sônia enfatizou o estado de exploração em que as vacas utilizadas na indústria leiteira se encontram.

Ouça a entrevista | Site de origem

Sônia é autora do livro “Galactolatria – Mau Deleite”. Clique aqui e saiba mais sobre o livro.

Aprenda a fazer leites vegetais

Acesse www.vista-se.com.br/castanhas e surpreenda-se com a facilidade com que você pode ter deliciosos leites vegetais em sua casa.

Câncer, alergias e outras doenças podem ter origem no consumo de leite Em entrevista à jornalista Beth Bergonha, que apresenta o programa “Amazônia Brasileira”, a filósofa catarinense Sônia T. Felipe… Saiba mais


Veganismo no Congresso Nacional

Publicado em 21/03/2013 às 19:45 em ÁudioNotíciasPelos Animais▼ Importante▼ Vídeos

O início de um grande trabalho em favor dos animais junto ao Poder Legislativo

Na tarde da última terça-feira, 19, aconteceu um evento inédito no Congresso Nacional, em Brasília. Durante mais de 4 horas, diversos palestrantes expuseram seu ponto de vista sobre como ajudar os animais e sobre como repeitar seus direitos.

Na plateia, senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos, lideranças indígenas, representantes do IBAMA, da OAB e de várias ONGs e muitas outras autoridades.

O evento marcou o início dos trabalhos em 2013 da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos dos Animais (FPDDA), presidida pelo Deputado Federal Ricardo Izar Jr e composta por 214 parlamentares e apoiada por diversas ONGs.

O ViSta-se foi representado pelo seu fundador e infoativista, Fabio Chaves. Além de proferir uma breve palestra sobre o que é o veganismo e sobre os motivos pelos quais esta filosofia de vida deveria ser incluída na pauta, Fabio anunciou um novo Projeto de Lei (PL) que foi desenvolvido em parceria com o Deputado Federal Ricardo Izar Jr. e sua assessoria. O novo PL será protocolado nos próximos dias e tem como objetivo obrigar empresas que utilizam ingredientes de origem animal em produtos alimentícios a deixar isso claro nos rótulos e embalagens.

O seminário organizado pela FPDDA marcou também um momento histórico do movimento em defesa dos animais no país. As expressões “veganismo”, “carne”, “laticínios”, “ovos”, ”peixes”, “sistema nervoso” e “compaixão” foram incluídas nas discussões sobre políticas públicas em favor dos animais.

Palestra de Fabio Chaves (áudio/Youtube) | Mais áudios no site do Congresso Nacional

Ficha técnica

Palestrante: Fabio Chaves, fundador e infoativista do site www.vista-se.com.br
Evento: Abertura dos Trabalhos da Frente Parlamentar Defesa Dos Animais em 2013
Data: 19 de março de 2013, terça-feira, 14 horas
Local: Congresso Nacional, Brasília
Áudio: http://imagem.camara.gov.br/internet/audio/Resultado.asp?txtCodigo=43529
Fotos: Livia De Souza Minatel

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O início de um grande trabalho em favor dos animais junto ao Poder Legislativo Na tarde da última terça-feira, 19, aconteceu um evento inédito no Congresso Nacional, em Brasília. Durante… Saiba mais


Autora fala sobre os malefícios do leite em entrevista à rádio CBN

Publicado em 26/12/2012 às 8:40 em ÁudioNotícias

Questões éticas e de saúde foram os pilares da entrevista do programa Revista CBN

Durante a entrevista, a autora Sonia Felipe disse que muitos dos pequenos males que sofria, como dores de cabeça e desconfortos abdominais, sumiram pouco depois do fim do consumo dos laticínios. Vegana, Sonia fez questão de deixar claro que parou de consumir leite e derivados por questõe éticas, pelos animais. Saiba mais sobre o livro “Galactolatria” clicando aqui.

Ouça | CBN

Questões éticas e de saúde foram os pilares da entrevista do programa Revista CBN Durante a entrevista, a autora Sonia Felipe disse que muitos dos pequenos males que sofria, como… Saiba mais


“Quero Viver” | A história de um porquinho indo para o matadouro

Publicado em 14/08/2012 às 10:20 em ÁudioNotícias

“Quero Viver” (Futuro Vega Pop/Vídeo)

Fechado posso ver
Na estrada
Um caminho de sonhos
Desaparecendo
Sinto o final e não o compreendo
Estou com medo de pensar o que vem depois

Eu quero viver
Fugir da prisão e sair correndo
Vi você ir embora, longe de mim
Rumo ao inferno

Confidado em um canto, por trás da brisa
A luz penetra em mim, como uma carícia
Com frio e dor, a morte se aproxima

“Quero Viver” (Futuro Vega Pop/Vídeo) Fechado posso ver Na estrada Um caminho de sonhos Desaparecendo Sinto o final e não o compreendo Estou com medo de pensar o que vem… Saiba mais


Grupo Karnak canta o sofrimento dos animais em zoológicos

Publicado em 26/07/2012 às 17:26 em ÁudioNotícias

A musicalidade e sensibilidade do grande músico brasieliro André Abujamra ficam evidentes na música “Zoo”, de sua banda, a “Karnak”. A música está no disco “Estamos adorando Tokio”, de 2001. Além de músico, André é produtor, ator e multistrumentista.

Ouça aqui ou abaixo.

“Zoo” (Karnak)

Oi como que ce tá?
Eu não tô legal aqui nesse lugar
Oi comment allez vous?
Eu sou o gorila preso aqui no zôo

Quanta criança meu Deus comendo cachorro-quente
Só elas entendem a dor que meu coração sente
Minha macaca se foi, minha esperança também
Vocês me olham e eu olho vocês

Zôo zôo zôo só tatu tu do
Zôo homem nu

Oi como que ce ta?
Eu não tô legal aqui nesse lugar
Hi how are you?
Eu sou o leão preso aqui no zôo

Eu era o rei na floresta agora nada me resta
Vou ficar pra sempre preso aqui
Ficam me fotografando acham que estou gostando
Mas minha alma não sabe sorrir

Zôo zôo zôo só tatu tu do
Zôo homem nu

Oi como que ce ta?
Eu não tô legal aqui nesse lugar
Oi como que tá tu?
Eu sou uma arara presa aqui no zôo

Minha plumagem é linda mas por dentro estou cinza
Quero voltar voando pra casa
Nem todo bicho é preso e de invejar quase morro
Por que não prendem o gato e o cachorro?

Tira os bichos do zôo, tira os bichos do zôo
Põe o homem na jaula, põe o homem nu.

A musicalidade e sensibilidade do grande músico brasieliro André Abujamra ficam evidentes na música “Zoo”, de sua banda, a “Karnak”. A música está no disco “Estamos adorando Tokio”, de 2001. Além… Saiba mais


Nutricionista garante que “vegetarianismo é para todos”, em entrevista à rádio CBN

Publicado em 09/05/2012 às 12:17 em ÁudioNotícias

Vegana, nutricionista Astrid Pfeiffer defende uma alimentação sem nada de origem animal

Autora do livro “A Cozinha Vegetariana de Astrid Pfeiffer”, a nutricionista deu uma excelente entrevista nos estúdios da rádio CBN onde abordou, entre outros temas, os motivos pelos quais as pessoas se tornam vegetarianas. Segundo ela, o principal motivo é a ética e a vontade de não colcaborar mais com o sofrimento dos animais.

Astrid falou também sobre absorção de cálcio, sobre proteínas e deu muitas dicas de nutrição. A entrevista de 18 minutos pode ser ouvida no link abaixo:
OUÇA AQUI

Vegana, nutricionista Astrid Pfeiffer defende uma alimentação sem nada de origem animal Autora do livro “A Cozinha Vegetariana de Astrid Pfeiffer”, a nutricionista deu uma excelente entrevista nos estúdios da… Saiba mais


SVB promove na CMSP o primeiro seminário sobre merenda escolar vegetariana

Publicado em 16/04/2012 às 15:20 em ÁudioNotícias


 A SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira) está promovendo hoje, 16 de abril de 2012, o peimeiro seminário sobre merenda escolar vegetariana na Câmara Municipal de São Paulo. Ouça o conteúdo abaixo produzido pela Câmara sobre o evento.

 A SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira) está promovendo hoje, 16 de abril de 2012, o peimeiro seminário sobre merenda escolar vegetariana na Câmara Municipal de São Paulo. Ouça o conteúdo abaixo… Saiba mais


Tofu na cabeça (uma paródia vegana)

Publicado em 03/03/2012 às 14:50 em ÁudioNotícias

Aperte o play laranja, se tiver coragem

Tofu na cabeça (uma paródia vegana – por Fabio Chaves)

Alô, alô vegans do Brasil (2x)
“Nem um franguinho? Como não?!”
“Nem um peixinho? Como não?!”
Cuidado com o liquidificador
Tira essa manteiga daí
Essa manteiga é pra ficar de fora

Eu vô comer é milho
Com pitaya (4x)

Tem tanta coisa no lugar do pernil (2x)

Como é que falta comida?
É tanto gado e terra perdida

E o que que deu?
Tofu na cabeça… (2x)

Link da “música” no Soundcloud, clique aqui.
Se você quiser baixar, se você realmente acha que vale a pena baixar isso, clique aqui.

Aperte o play laranja, se tiver coragem Tofu na cabeça (uma paródia vegana – por Fabio Chaves) Alô, alô vegans do Brasil (2x) “Nem um franguinho? Como não?!” “Nem um… Saiba mais


Gary Francione: O vegetarianismo como “porta de entrada” para o veganismo? @garylfrancione

Publicado em 26/02/2012 às 9:38 em ÁudioNotícias

Confira o Podcast de Gary Francione dublado em português onde o professor de direito fala sobre sua qual é, em sua opinião, a abordagem mais adequada ao se convidar uma pessoa a ajudar a acabar com a crueldade contra os animais.

Francione é conhecido por seu trabalho sobre a teoria dos direitos animais e foi o primeiro acadêmico a lecionar esse tema em uma faculdade de Direito americana (saiba mais sobre a história dele). Autor de vários livros (confira aqui os títulos), seu trabalho tem se concentrado em três questões: (1) a condição de propriedade dos animais, (2) as diferenças entre os direitos animais e o bem-estar animal e (3) uma teoria de direitos animais baseada somente na senciência, e não em alguma característica específica.

Site oficial | Twitter

Confira abaixo o trabalho que resultou em um áudio perfeitamente claro e acessível e que foi aprovado pelo próprio Gary Francione para a publicação no ViSta-se.

Baixar o podcast em mp3 | Ouvir o original, em inglês

Agradecimentos

Este material não teria sido viável sem a intensa colaboração das pessoas abaixo.

Locução: Ricky Elblink
Transcrição: Vera Regina Cristofani
Tradução: Vera Regina Cristofani
Revisão: Adriana Caraccio Morgan
Ajuda: Bia Dantas

Este podcast em texto

Podcast#1 do Professor Gary L. Francione
O vegetarianismo como “porta de entrada” para o veganismo?
Link da Anima.org.

Olá. Bem-vindo ao primeiro comentário da Abordagem Abolicionista. Eu sou Gary Francione.

Antes de mais nada, ressalto que não haverá sinos, assobios, música ou qualquer coisa assim. O objetivo não é entretê-lo. A ideia é motivá-lo, fazê-lo pensar sobre alguns aspectos fundamentais envolvidos na defesa animal e educá-lo sobre algumas questões importantes, pelo menos na minha perspectiva, e ouvir as suas reações.

O tema a ser tratado hoje costuma ser discutido entre os defensores dos animais: deveríamos promover o vegetarianismo como “porta de entrada” para o veganismo? Minha resposta é um ressonante “não”. Acho essa ideia muito, muito ruim.

Vamos pensar por um segundo: se é um ovo-lacto-pesco-ou qualquer outro tipo de vegetariano, ainda é cúmplice do sofrimento e morte de animais. Agora, se considera os animais membros da comunidade moral, se os vê como pessoas morais não humanas, por que quer ser cúmplice da imposição de sofrimento e morte aos animais?

Ao promovermos o vegetarianismo, estamos dando às pessoas a falsa impressão de que há uma distinção factual e moral entre a carne e outros produtos de origem animal e, sugiro a você que, tanto empiricamente como moralmente, isto é falso. Como uma questão empírica ou factual, todos os produtos de origem animal envolvem sofrimento e morte; todos eles. Como uma questão moral, é impossível distinguir. Se eu lhe dissesse: “É correto comer carne de vacas grandes, mas não é correto comer carne de vacas menores,” você diria: “Qual é a diferença? Você está matando e comendo a vaca, está infligindo sofrimento e morte à vaca; que diferença faz o tamanho da vaca?”

Sugiro que a distinção entre a carne e outros produtos de origem animal é exatamente a mesma; é exatamente a mesma. Dizer que não deveríamos comer carne, mas que há uma distinção entre carne e laticínios, ou carne e ovos, ou carne e lã, ou carne e seda ou qualquer outra coisa, é simplesmente errado; como uma questão factual e não podemos fazer uma distinção moral.

Sabe, muitas vezes encontro defensores de animais, muitos dos quais não consomem produtos de origem animal, mas usam lã e eles parecem muito surpresos. Eles dizem: “Bem, mas as ovelhas não são mortas ao fornecer a lã.” A resposta é: “Claro, que elas são!” Primeiramente, a tosquia de ovelhas é uma atividade que inflige uma enorme quantidade de sofrimento e trauma às ovelhas, este é o fator número um. Em segundo lugar, todas as ovelhas que são usadas para fornecer lã acabam no matadouro. Em terceiro lugar, é impossível distinguir entre … se você está usando uma roupa de lã, você não sabe se essa lã foi tirada de uma ovelha que não foi morta naquele determinado momento e foi simplesmente torturada quando foi removida a lã e traumatizada quando foi removida a lã; ou se foi retirada de uma ovelha que estava a caminho do matadouro. Eles não segregam a lã. Mas isso realmente não importa, porque todas as ovelhas acabam num matadouro; elas são todas mortas. Todas elas são traumatizadas durante a tosquia e há outras práticas envolvidas na produção de lã que implicam numa enorme quantidade de sofrimento. Por exemplo, moscas frequentemente põem ovos em torno da cauda das ovelhas; isso é chamado de miíase. Para conter as miíases, os criadores de ovelhas realizam um processo chamado “mulesing”, que basicamente requer a remoção da pele em torno da cauda das ovelhas. Você tira, arranca tiras de pele, remove, arranca a pele fora e leva semanas para cicatrizar. É extremamente doloroso e isso é feito; é uma prática rotineira que é feita na indústria de lanifícios.

Então, realmente não importa qual produto animal está usando, se é carne, se é leite, se é lã, se é seda, se é couro; não importa. Envolve sofrimento e morte, e quando fazemos uma distinção entre vegetarianismo e veganismo e promovemos o vegetarianismo, estamos dando às pessoas a falsa impressão de que há uma distinção moral entre a carne e outros produtos de origem animal e é simplesmente errado. É errado como uma questão factual; é errado como uma questão moral e não deveríamos promover essa ideia.

Sabe, frequentemente digo que há provavelmente mais sofrimento num copo de leite do que há num bife, ou seja, se pensar nessa questão, os animais usados para laticínios vivem mais tempo, são submetidos a um tratamento absolutamente horrível. Os filhotes são levados para longe desses animais, são constantemente inseminados, o processo de ordenha é horrível, provoca mastite. As condições em que a maioria desses animais é mantida, mesmo em circunstâncias supostamente mais humanitárias, são absolutamente horríveis; é tortura. Eles são mantidos vivos mais tempo do que seus companheiros criados para carne e todos eles acabam, de qualquer forma, no mesmo matadouro. Então, se um pedaço de carne e um copo de leite fossem colocados na minha frente e eu fosse forçado a consumir um ou outro, provavelmente escolheria a carne ao invés do leite, porque acho que o leite tem tanto, se não mais, sofrimento e morte do que a carne. Eu não consumiria nenhum deles. Mas a ideia de que, “Bem, nós não deveríamos comer carne, mas há alguma diferença entre a carne e o leite,” é simplesmente uma fantasia da nossa parte; é uma ilusão.

Curiosamente, quando as pessoas param de comer carne, elas muitas vezes consomem mais laticínios, então elas aumentam a ingestão de queijo, ou leite, ou o que for, ou de sorvete. Na verdade, elas podem, no final, acabar causando mais sofrimento e morte; sendo responsável por mais sofrimento e morte, porque elas estão, na realidade, consumindo produtos que provavelmente envolvem mais sofrimento e morte do que a carne. Então, acho que é realmente importante não dar às pessoas a falsa impressão de que há uma distinção factual ou moral entre a carne e outros produtos de origem animal. Não há nenhuma.

Agora quando surge a pergunta, “O que fazemos com as pessoas para as quais nós explicamos as coisas ou se explicamos as coisas e elas não estão prontas para se tornarem veganas de imediato? Então, talvez deveríamos promover o vegetarianismo?” Não, esta não é a resposta. Se você explicar por que elas não deveriam comer produtos de origem animal de forma alguma e elas não estão prontas para dar o passo e se tornar veganas, elas irão fazer alguma coisa, elas irão adotar algum tipo de vegetarianismo, elas darão qualquer passo provisório. Você não precisa incentivá-las a dar esse passo provisório ou fazê-las pensar que esse passo provisório é um passo moralmente significativo. Conscientize as pessoas; deixe claro que nenhum produto de origem animal é um produto moralmente correto; se elas não podem, se elas não querem se tornar veganas imediatamente, então elas irão escolher algum passo provisório, mas você nunca deve dar a elas a impressão falsa, equivocada de que esse passo provisório é, em si mesmo, moralmente satisfatório. Acho que fazer isso é muito problemático.

Eu acho que é muito importante mostrar o veganismo como uma coisa fácil de fazer. Sou vegano desde 1983 ou 84, não sei, há muito tempo; e era muito mais difícil naquela época, não teria sido difícil para mim naquela época se eu estivesse consumindo principalmente, não completamente, mas principalmente a dieta crua que consumo agora, teria sido fácil para mim; mas eu consumia muitos alimentos processados e não havia muita comida processada, naquela época, que era vegana. No entanto, ser vegano agora é muito fácil. E se quiser ser um vegano saudável é extremamente fácil; tudo o que precisa é de frutas, legumes e nozes, basicamente. E é muito, muito fácil ser vegano e não deveríamos promover essa ideia de que o veganismo é somente para os espartanos de verdade; que é muito difícil e somente para pessoas que estão realmente comprometidas.

Não deveríamos retratar o veganismo como uma coisa difícil. E mesmo se as pessoas quiserem alimentos mais complexos, ou alimentos cozidos, ou o que seja, é fácil ser vegano. É tão fácil ser vegano quanto ser um não vegano. Nunca deveríamos promover a ideia de que o veganismo é uma coisa difícil de fazer; não é. Não é difícil de forma alguma. Devemos mostrá-lo como uma coisa fácil de fazer. Não há nada mais perturbador do que quando uma dessas grandes organizações retratam o veganismo como algo que só pode ser alcançado pelos super-humanos ou por pessoas que estão realmente comprometidas. O veganismo deveria ser retratado como a única opção realista para qualquer pessoa que considera os não humanos membros da comunidade moral. Se você considera os animais não humanos como pessoas morais, então realmente não há escolha. O veganismo é a única opção e é fácil. Nunca deveríamos retratá-lo como uma espécie de atividade difícil ou super-humana.

Agora novamente, quando as pessoas dizem, “Bem, aceito o argumento de que é errado consumir produtos de origem animal, mas só não sinto que possa fazer isso, sabe. Você está dizendo que é fácil, mas não me parece tão fácil, estou tendo alguns problemas e acho que preciso fazer isso de forma mais gradual. Então, deveria seguir o vegetarianismo por um tempo ou deveria comprar ovos de aves “livres de gaiolas”, ovos de aves “criadas soltas” ou “carne feliz” ou o que seja? Sempre aconselho contra isso, e digo: “Olhe, é fácil, mas se não pode fazer isso, se você não pode fazer isso imediatamente, e sugiro que você pode, mas se não pode, então fique longe do vegetarianismo, fique longe dos ovos de aves “livres de gaiolas”, fique longe dos ovos de aves “criadas soltas, fique longe…”

Torne-se vegano em etapas. Não use o vegetarianismo e a “carne feliz” como passos provisórios. Basta tornar-se vegano em etapas. Torne-se vegano no café da manhã por uma semana ou duas e veja que ainda está vivo e que não está cego e que você ainda tem seus braços e pernas e etc, e que está tudo bem. Então, torne-se vegano no almoço por umas duas semanas. Em seguida, torne-se vegano no jantar e então é vegano. E, obviamente, pare de comprar roupas, lã, couro, seda, etc, mas pode fazer isso em etapas, desde que elas sejam etapas veganas. Eu nunca promoveria o vegetarianismo ou a “carne feliz” como passos incrementais para o veganismo, porque não acho que eles sejam passos incrementais moralmente válidos e não acho que funcionem.

Há algumas pessoas que dizem: “Bem, sabe, as pessoas realmente não conseguem lidar com um argumento do veganismo ético; elas terão uma sensação de derrota diante de si, então temos que dar a elas em pequenas doses, temos que dar a verdade a elas em pequenas doses.” Acho que é tão ofensivo assumir essa posição, que é incrível para mim que alguém realmente diga isso. As pessoas são inteligentes o suficiente para entender e acho que a ideia de que as pessoas são demasiadamente estúpidas ou que elas terão uma sensação de derrota diante da verdade é realmente uma posição muito, muito problemática de assumir. Acho que as pessoas podem entender. Na verdade, acho que elas conseguem compreender um argumento sobre o veganismo ético muito mais do que elas conseguem entender um argumento sobre por que elas deveriam se tornar vegetarianas e ainda continuarem a ser cúmplices de infligir sofrimento e morte aos animais, porque se elas, de alguma forma, estão pensando nisso, elas irão chegar a essa conclusão. E acho que nós as confundimos e na medida em que você convence alguém que o vegetarianismo é uma posição moralmente significativa a ser assumida, então será mais difícil para elas moverem-se em direção do veganismo.

E então, é, na verdade, algo contraproducente. Mas não concordo de forma alguma com a posição que, de alguma maneira, as pessoas terão uma sensação de derrota se discutirmos o veganismo ético com elas e sem o vegetarianismo como o passo provisório. Acho que essa posição está errada e acho que é um insulto à inteligência das pessoas.

A questão final que quero abordar é que existem alguns defensores dos animais que assumem a posição que dizer que o veganismo ético deveria ser a base moral de um movimento de direitos animais é elitista. Também acho essa afirmação desconcertante. Se eu dissesse a você que a base de um movimento de direitos das mulheres deveria ser que as mulheres tivessem controle sobre seus corpos e, isto significa, não sofrer nenhum tipo de estupro. Não importa o quão humanitário seja, não importa se é feito com uma ética do cuidado, quero dizer, nenhum estupro de forma alguma. Será que alguém chamaria isso de elitista? Espero que não. Se eu dissesse que a base do movimento dos direitos da criança é que as crianças nunca deveriam ser vítimas de abuso sexual, jamais, sob quaisquer circunstâncias, não importa o quão humanitário seja, elas nunca deveriam ser vítimas de abuso sexual, será que alguém chamaria isso de elitista? Com certeza não!

Contudo, quando se trata dos animais e dizemos, “O veganismo ético deveria ser a base moral do movimento”, há defensores dos animais que dizem: “Isso é elitista.” Minha resposta é: “Não, é especista chamar isso de elitista, porque nunca faríamos isso no contexto dos humanos; não deveríamos fazer isso no contexto dos não humanos. Sabe, não há nada mais elitista do que explorar os mais vulneráveis. Não há nada mais elitista do que dizer que, “Não há problema em tomar essa taça de sorvete, se realmente quer; não há problema em comer essa pizza de queijo, se realmente quer; ou se gosta de peixe, então não há problema em permitir-se, entre aspas, “ao luxo”, como li no trabalho do meu colega Peter Singer, que podemos nos dar “ao luxo” de consumir produtos de origem animal. Discordo disso completamente, da mesma forma que discordaria da ideia de que podemos nos dar “ao luxo” da indulgência ocasional do estupro ou “ao luxo” da indulgência ocasional do abuso sexual infantil. Se não somos especistas, então deveríamos ser a favor da abolição de toda exploração animal. Deveríamos ser coerentes. Ser coerente não é ser elitista; ser incoerente e continuar a apoiar a exploração dos mais vulneráveis entre nós, isso é elitista.

Muito obrigado por ouvir o primeiro comentário da Abordagem Abolicionista.

Por favor, visite o website http://francionetraduzido.blogspot.com/

Tradução: Vera R. Cristofani Revisão: Adriana Morgan

Confira o Podcast de Gary Francione dublado em português onde o professor de direito fala sobre sua qual é, em sua opinião, a abordagem mais adequada ao se convidar uma… Saiba mais


Voz Vegana #5: Patrícia Marx

Publicado em 23/03/2011 às 15:06 em ÁudioNotícias

| Download do episódio #5 | 16.6mb

Em 1984 foi criado um grupo musical infantil que faria um grande sucesso no Brasil nos anos subsequentes, o Trem da Alegria, que vendeu aproximadamente 2 milhões e meio de cópias. O grupo formado por 3 crianças tinha uma menininha que encantava a todos: era Patrícia. Após muitas fases, a cantora lançou recentemente um disco com uma pegada bem jazz, ao lado de seu marido, o produtor Bruno E. Ambos são vegetarianos e nesta entrevista ao ViSta-se a cantora conta como foi a decisão de parar de comer animais, sobre seu dia a dia e fala também sobre como seu filho, que segue os passos da mãe no vegetarianismo, é tratado na escola por conta de sua filosofia de vida. (mais…)

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