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Meio Ambiente

Making The Connection (Fazendo a Conexão) | Documentário

Publicado em 27/04/2013 às 11:03 em DocumentáriosMeio AmbienteNotíciasPelos AnimaisSaúde▼ Importante▼ Vídeos

Um filme para assistir com a família e com os amigos

O filme Making The Connection (Fazendo a Conexão) tem 31 minutos e traz uma série de depoimentos de veganos da Inglaterra. Entre os entrevistados, uma nutricionista, um chef de cozinha e a superatleta Fiona Oakes, que recentemente bateu o recorde da “maratona mais gelada do mundo”, no Pólo Norte (relembre aqui).

O documentário é extremamente agradável e informativo. Desta vez – ao contrário dos documentários que mostram mortes de animais -, o foco são os benefícios do veganismo para os animais, para o meio ambiente e para a nossa saúde.

Making The Connection foi produzido pela Environment Films para a Vegan Society. No Brasil, a legendagem e o lançamento ficaram com a SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira).

Assista ao vídeo | Youtube | Download (281mb / .avi)

Um filme para assistir com a família e com os amigos O filme Making The Connection (Fazendo a Conexão) tem 31 minutos e traz uma série de depoimentos de veganos… Saiba mais


Dia 22 de abril, Dia da Terra

Publicado em 22/04/2013 às 12:00 em Meio AmbienteNotícias▼ Importante

Nesta segunda-feira (22), é comemorado o “Dia da Terra” A data serve para repensarmos todas as nossas ações para que o mundo seja, de fato, um lugar melhor para todos.… Saiba mais


BRF, das marcas Sadia e Perdigão, envolvida em processo de R$ 500 milhões por danos ao meio ambiente e trabalho escravo

Publicado em 19/04/2013 às 15:27 em Meio AmbienteNotíciasSociedade▼ Importante

Matadouros: exploração animal, exploração humana e depredação do meio ambiente

A empresa BRF (Brasil Foods S/A) está novamente envolvida em um escândalo ambiental e social. Desta vez, a empresa que detém as marcas Sadia e Perdigão, entre outras, está sendo acusada de comprar animais criados em áreas de desmatamento ilegal e de colaborar com o trabalho escravo na pecuária.

Além da BRF, mais 25 frigoríficos estão no processo que pede, no total, mais de meio bilhão de reais em indenizações. As irregularidades são diversas, como fazendas em áreas indígenas, áreas gigantescas desmatadas ilegalmente para dar lugar a pastagens e trabalho escravo ou em condições análogas à da escravidão.

Estas são algumas das marcas envolvidas no escândalo (marcas da BRF)

Os maiores problemas foram apontados nos estados de Rondônia, Amazonas e Mato Grosso. Participam da ação o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ibama, o Ministério Público Federal e os Ministérios Públicos do Amazonas e de Rondônia.

Matadouros: exploração animal, exploração humana e depredação do meio ambiente A empresa BRF (Brasil Foods S/A) está novamente envolvida em um escândalo ambiental e social. Desta vez, a empresa que… Saiba mais


Blairo Maggi, ganhador do prêmio ‘Motoserra de Ouro’ assume presidência da Comissão de Meio Ambiente no Senado

Publicado em 07/03/2013 às 14:44 em Meio AmbienteNotícias▼ Importante

Um dos ícones da bancada ruralista assume o papel de quem deveria proteger o meio ambiente

Senador e ex-governador do estado do Mato Grosso, Blairo Maggi é também um dos mais conhecidos devastadores do meio ambiente brasileiro. Durante uma reunião do governo em 2005, Blairo disse: “Esse negócio de floresta não tem futuro.”

Hoje, ele é o presidente da CMA (Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor, Fiscalização e Controle) do Senado (veja aqui). Parte da bancada ruralista no Senado, Maggi é um dos donos da empresa Ammagi, uma das maiores produtoras individuais de soja do mundo e uma das maiores produtoras do ramo no Brasil. Assim como mais de 90% da soja produzida no Brasil, a maior parte da produção de Blairo vira ração de animais da pecuária. Muito dessa produção é exportada de navio para alimentar porcos, bois e outros animais criados em modo de confinamento em países europeus e asiáticos.

Para produzir tanta soja, o “Rei da Soja”, como é conhecido o senador, foi resposável por metade da devastação ambiental brasileira entre 2003 e 2004, segundo um levantamento do Greenpeace. Em 2005, a ONG concedeu o vergonhoso prêmio “Motossera de Ouro” ao empresário, por seu desserviço ao meio ambiente brasileiro (veja aqui).

Durante a votação do polêmico Código Florestal, quando ambientalistas do mundo todo pediam medidas para proteger as florestas, Blairo disse que o texto estava “muito bom para os produtores de Mato Grosso” e que não precisava de reformas.

Um dos ícones da bancada ruralista assume o papel de quem deveria proteger o meio ambiente Senador e ex-governador do estado do Mato Grosso, Blairo Maggi é também um dos… Saiba mais


Conheça a REVISTA-SE, que traz as principais notícias do ViSta-se para impressão

Publicado em 06/03/2013 às 18:50 em Meio AmbienteNossas AçõesNotíciasPelos AnimaisSaúdeSociedade▼ Importante

O ViSta-se offline

A cada dia, mais pessoas conhecem o ViSta-se e começam a acompanhar as notícias e contar para amigos e parentes. Mas quantas pessoas não podem ou não querem usar a internet e simplesmente não têm a chance de ler as notícias do ViSta-se?

Por isso criamos a revista experimental “REVISTA-SE – o ViSta-se offline”. Baixe, imprima e ofereça a uma pessoa que você acha que poderia gostar do conteúdo.

Veja a página especial e baixe agora

O endereço para visualizar e baixar o PDF é www.re.vista-se.com.br.

Esta é a #01. Não temos a intenção de fazer da REVISTA-SE algo frequente, mas talvez ela ganhe uma nova edição a cada 6 meses, dependendo da aceitação.

Como todo material gerado no ViSta-se, o acesso às informações da REVISTA-SE é gratuito e a venda é proibida. Se você quiser, pode imprimir várias e distribuir por aí, mas nunca cobrar por isso.

O ViSta-se offline A cada dia, mais pessoas conhecem o ViSta-se e começam a acompanhar as notícias e contar para amigos e parentes. Mas quantas pessoas não podem ou não… Saiba mais


Em novo estudo, ONU recomenda novamente a alimentação vegana para a proteção do meio ambiente

Publicado em 18/02/2013 às 16:28 em Meio AmbienteNotícias▼ Importante

Mais uma vez, ONU afirma que uma alimentação sem produtos de origem animal é melhor para o planeta

A ONU (Organização das Nações Unidas), através do UNEP (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente / PNUMA), divulgou nesta segunda-feira (18) o mais novo relatório ambiental da instituição.

O estudo, intitulado “Our Nutrition World” (Nosso Mundo de Nutrientes), foi lançado em um fórum internacional sobre meio ambiente em Nairóbi, no Kênia.

Liderado pelo professor Mark Sutton, o material foi desenvolvido por 50 especialistas de 14 países diferentes.

Os cientistas da ONU chamam a atenção para o crescimento do consumo de carne e produtos lácteos, principalmente na Ásia e na América Latina. Esse crescimento tem sobrecarregado ainda mais nosso planeta, com demandas enormes de água potável e espaço para criação de animais.

Mais uma vez fica claro que a pecuária não é uma forma sustentável de produzir alimentos

Os especialistas dizem também que a poluição por fertilizantes está colocando em risco a vida das pessoas e o meio ambiente. Mais de 80% do nitrogênio e fósforo utilizados em fertilizantes é consumido pelo gado. As enormes plantações de soja que devastam a Amazônia brasileira, por exemplo, vão parar nas rações de animais criados em sistema de confinamento na Europa e na Ásia e é assim que os animais acabam consumindo os agentes tóxicos.

Para os cientistas que participaram da elaboração do “Our Nutrition World”, se quisermos preservar o meio ambiente e nossa saúde, o mínimo que deveríamos fazer enquanto sociedade é comer metade da carne que consumimos hoje, tendo como ideal uma alimentação livre de proteínas de origem animal.

O novo relatório foi endossado por Achim Steiner, Sub-Secretário Geral e Diretor Executivo das Nações Unidas, que disse: “As nossas decisões diárias podem fazer a diferença.”

Em 2010, a ONU já havia recomendado uma alimentação vegana para o combate à devastação do meio ambiente (leia aqui). No novo relatório, três anos depois, A Organização das Nações Unidas reafirma sua posição quanto a isso.

Mais uma vez, ONU afirma que uma alimentação sem produtos de origem animal é melhor para o planeta A ONU (Organização das Nações Unidas), através do UNEP (Programa das Nações… Saiba mais


Instituído o Dia Estadual do Vegetarianismo no Estado de São Paulo

Publicado em 10/01/2013 às 10:01 em Meio AmbienteNotíciasPelos AnimaisSaúdeSociedade▼ Importante

A data integra o Calendário Oficial do Estado de São Paulo a partir desta quinta, 10 de janeiro

O Governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin e a Assembleia Legislativa promulgaram a LEI Nº 14.936, DE 9 DE JANEIRO DE 2013, que instituí o Dia Estadual do Vegetarianismo, a ser comemorado, anualmente, todo dia 1º de Outubro.

A notícia foi publicada nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial do Estado de São Paulo (veja aqui). A nova lei é resultado da iniciativa do Deputado Estadual Padre Afonso Lobato, do Partido Verde, e a data escolhida é a mesma do Dia Mundial do Vegetarianismo.

Se achar conveniente, entre no site do deputado e agradeça o feito, clique aqui. Se preferir, envie um e-mail para assessoria@padreafonso.com.br.

Abaixo, o texto da publicação feita no Diário Oficial em 10 de janeiro de 2013:

LEI Nº 14.936, DE 9 DE JANEIRO DE 2013
(Projeto de lei nº 400/12, do Deputado Afonso Lobato – PV)

Institui o “Dia Estadual do Vegetarianismo”

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:
Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:
Artigo 1º – Fica instituído o “Dia Estadual do Vegetarianismo”, a ser comemorado, anualmente, em 1º de outubro.
Artigo 2º – A data que trata esta lei passa a integrar o Calendário Oficial do Estado.
Artigo 3º – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio dos Bandeirantes, 9 de janeiro de 2013.
GERALDO ALCKMIN
Giovanni Guido Cerri (Secretário da Saúde)
Eloisa de Sousa Arruda (Secretária da Justiça e da Defesa da Cidadania)
Edson Aparecido dos Santos (Secretário-Chefe da Casa Civil)

Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 9 de janeiro de 2013.

A data integra o Calendário Oficial do Estado de São Paulo a partir desta quinta, 10 de janeiro O Governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin e a Assembleia… Saiba mais


A Engrenagem: novo documentário do Instituto Nina Rosa

Publicado em 07/11/2012 às 10:27 em DocumentáriosMeio AmbienteNotíciasPelos AnimaisSaúdeSociedade▼ Importante▼ Vídeos

Um novo marco no ativismo pelos Direitos Animais no Brasil

Idealizado por um ex-grande empresário da pecuária que se tornou vegetariano e ativista social, o curta “A Engrenagem” é uma peça única dentro das ferramentas de maior impacto na divulgação da filosofia de vida vegana. Muito bem produzido e com a participação voluntária do ator Eduardo Pires e da apresentadora Ellen Jabour, “A Engrenagem” promete abalar as estruturas da tal engrenagem, espalhando informações concisas e fundamentais sobre o consumo de produtos de origem animal.

O roteiro de Denise Tavares Gonçalves, a mesma que escreveu o “A Carne é Fraca”, grande sucesso do Instituto Nina Rosa, merece destaque dentro da obra. O texto de Denise realmente faz do “A Engrenagem” um documentário pequeno, completo e necessário.

Sinopse

A discussão sobre o veganismo e seus benefícios ao meio ambiente e ao futuro é extensa e muito mais complexa do que simplesmente parar de comer carne. Envolve a diminuição da poluição atmosférica, a preservação de recursos vegetais e hídricos, e muitas outras questões.

Numa linguagem descontraída, o filme tem a participação voluntária da modelo e apresentadora Ellen Jabour e do ator Eduardo Pires, ambos vegetarianos, e tem o objetivo de alertar e levantar algumas questões como “Você já se perguntou de onde vem nossa comida? Quais os impactos que ela nos traz?”. A Engrenagem responde.

Assista ao filme | Youtube | Baixar (Link direto – Tempo: 16:38 – Formato: .avi – Tamanho: 289mb)

Site oficial do filme | Site do Instituto Nina Rosa | INR no Facebook | INR no Twitter

CRÉDITOS “A ENGRENAGEM”

Idealização
Paulo Vasconcellos

Realização
Instituto Nina Rosa

Apoio
TV Bicho

Com
Ellen Jabour
Eduardo Pires
Artistas participaram voluntariamente

Roteiro e Direção
Denise Tavares Gonçalves

Inspirado em
Story of Styff (A História das Coisas)de Annie Leonard

Estúdio de Animação
Cosmic Cartoons

Direção de Animação
Airon Barreto

Animação
Airon e Jorge Barreto

Produção de animação
Deise Ueda

Edição
João Carlos Landi Guimarães

Música e Sound Design
Thiago Gobet

Produção
Mônica Buava Caliman
Nina Rosa Jacob

Fact Checking
Adriana Conceição

Direção de Fotografia
Bruce Douglas

Iluminação
Alexandre Haroldo do Nascimento

Operadora de som
Amanda Cristina Paulo

Ajudantes
Renato Kokó e Rodrigo Felix

Maquiagem e figurino
Marlene Badaró

Fotografia Making of
Kaio Otis e Karina de Oliveira

Assessoria de Imprensa
Cida Candido

Um novo marco no ativismo pelos Direitos Animais no Brasil Idealizado por um ex-grande empresário da pecuária que se tornou vegetariano e ativista social, o curta “A Engrenagem” é uma… Saiba mais


É ambientalista, mas come carne?

Publicado em 25/10/2012 às 14:33 em Meio AmbienteNotícias▼ Importante

Um conjunto de fatos sobre o desmatamento e o consumo de carne e outros produtos de origem animal

Por Thiago Fonseca | Comer não é só uma questão de matar a fome. A decisão sobre que comida colocar no prato tem implicações econômicas, ambientais, éticas, culturais, fisiológicas, filosóficas, históricas, religiosas. Neste texto, abordaremos as implicações ambientais da decisão de comer carne.

Se todos fossem vegetarianos, é provável que não houvesse tanta fome no mundo. É que os rebanhos consomem boa parte dos recursos da Terra. Uma vaca, num único gole, bebe até 2 litros de água. Num dia, consome até 100 litros. Para produzir 1 quilo de carne, gastam-se 43.000 litros de água. Já um quilo de tomates custa ao planeta menos de 200 litros de água.

Sem falar que damos grande parte dos vegetais que produzimos aos animais. Um terço dos grãos produzidos no mundo vira comida de vaca. No Brasil, o gado quase não come grãos – graças ao clima, é criado solto e se alimenta de grama. Mas boa parte da nossa produção de soja, uma das maiores do mundo, é exportada para ser dada ao gado que está lá. Outra questão é que a pecuária bovina estimula a monocultura de grãos. Num mundo vegetariano, haveria lavouras mais diversificadas e teríamos muito mais recursos para combater a fome.

E não se trata só de comida. A pecuária esgota o planeta de outras formas. “Para começar, ocupa um quarto da área terrestre e não para de se expandir”, diz o ativista vegetariano Jeremy Rifkin. A pressão para a derrubada das florestas, inclusive a amazônica, vem em grande parte da necessidade de pasto. Entre os danos ambientais causados pelo gado, está também o aquecimento global.

As pessoas deveriam considerar comer menos carne como uma forma de combater o aquecimento global, segundo o principal cientista climático da Organização das Nações Unidas (ONU). Números da ONU sugerem que a produção de carne lança mais gases do efeito estufa na atmosfera do que o setor do transporte.

A Organização da ONU para Agricultura e Alimentos (FAO) estima que as emissões diretas da produção de carne correspondem a 18% do total mundial de emissões de gases do efeito estufa. Esse número inclui gases do efeito estufa liberados em todas as etapas do ciclo de produção da carne – abertura de pastos em florestas, fabricação e transporte de fertilizantes, queima de combustíveis fósseis em veículos de fazendas e emissões físicas de gado e rebanho. O transporte, em contraste, responde por apenas 13% da pegada de gases da humanidade, segundo o IPCC.

Pesquisas mostram que as pessoas estão ansiosas sobre suas pegadas de carbono e reduzindo as jornadas de carro, por exemplo, mas elas talvez não percebam que mudar o que está em seu prato pode ter um efeito ainda maior.

Parar de comer carne sempre foi a bandeira dos vegetarianos. Suas razões eram principalmente a saúde humana e os direitos dos animais. Hoje, o foco mudou. “Agora o meio ambiente pesa na decisão de não comer carne”, diz o biólogo Sérgio Greif, da Sociedade Vegetariana Brasileira.

Um dos mais expoentes adeptos da campanha por menos carne e mais florestas é o biólogo americano Edward Wilson, da Universidade Harvard. Segundo ele, só será possível alimentar a população mundial no fim do século se todos forem vegetarianos. “O raciocínio é matemático”, diz Greif. A produção de grãos de uma fazenda com 100 hectares pode alimentar 1.100 pessoas comendo soja, ou 2.500 com milho. Se a produção dessa área for usada para ração bovina ou pasto, a carne produzida alimentaria o equivalente a oito pessoas. A criação de frangos e porcos também afeta as florestas. Para alimentá-los, é necessário derrubar árvores para plantar soja e produzir ração. Mas, na relação custo-benefício entre espaço, recursos naturais e ganho calórico, o boi é o pior.

O gado tem sido considerado o grande vilão da Amazônia. Hoje, o Brasil mantém 195 milhões de bovinos. Há mais bois que pessoas. Cerca de 35% desse rebanho está na Amazônia. Para alimentar o gado, os pecuaristas desmataram uma área de 550 quilômetros quadrados, o equivalente ao estado de Minas Gerais. Criados livres no campo, sem ração, os bois precisam todo ano de novas áreas derrubadas para a formação de pasto.

A pecuária na região está ligada à ocupação irregular de terras públicas. As terras da região pertencem ao Estado e em sua maioria foram tomadas na forma de posse. “Sem ter de pagar pela terra, fica mais barato produzir lá que no Sul e no Sudeste”, diz Paulo Barreto, do Imazon. Para comprovar a posse da área tomada, o fazendeiro precisa mostrar que a terra é produtiva. “Para isso também servem os bois”, afirma Barreto.

Resultado de cinco meses de trabalho, os números de um estudo coordenado por Mercedes Bustamante, da Universidade de Brasília (UnB), Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Roberto Smeraldi, da ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, mostram que, em 2005, a emissão de gases-estufa (GEE) da pecuária representou 48% do total brasileiro. A atividade emitiu 1,055 bilhão de toneladas de GEE sobre 2,203 bilhões do total nacional, número do tão esperado inventário brasileiro de emissões, divulgado só recentemente pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.

“A diferença desse estudo em relação às abordagens estatísticas tradicionais é que elas dividem as emissões por categorias, e nossa abordagem é pela cadeia de um produto específico”, explicou Smeraldi. “Então ela é transversal, porque envolve uso da terra e fermentação entérica (basicamente, arroto de boi e vaca), por exemplo, processos que estão separados no inventário.”

Um quilo de carne industrializada significa 300 quilos de gás-estufa emitido, e esses 300 kg custam R$ 10 no mercado de carbono. Assim, é a primeira vez que a chamada “pegada de carbono” de um produto específico, no caso a carne bovina, é calculado. Pegada de carbono é a quantidade de gás-estufa liberada direta ou indiretamente por uma certa atividade. “O interessante desses dados é que eles podem começar a traduzir toda a situação para o consumidor, a dona de casa, o investidor”, comentou Smeraldi.

“Essa é a diferença de ter números sobre categorias e números sobre produtos: 1 quilo de carne industrializada significa 300 quilos de gás-estufa emitido, e esses 300 kg custam R$ 10 no mercado de carbono. É mais do que o custo da própria carne por quilo no atacado (o kg do dianteiro custa R$ 3,60; do traseiro, R$ 5,90)”, disse o especialista.

“Como investidor eu posso raciocinar que, se a carne tivesse que pagar o CO2 que emite, ficaria inviável. Por outro lado, se seguir boas práticas, posso reduzir uma barbaridade essa emissão e vender o CO2 poupado no mercado de emissões por um preço superior ao da carne. Frigorífico pode fazer mais dinheiro vendendo redução de carbono do que vendendo a própria carne.”

No topo absoluto da cadeia alimentar, os seres humanos se dão ao luxo de comer de tudo, mas a um preço elevado: a pesca maciça está levando as espécies marinhas à extinção, e a piscicultura polui a água, o solo e a atmosfera – o que precisa fazer com que mudemos de hábitos. Alimentar a humanidade – nove bilhões de indivíduos até 2050, segundo as previsões da ONU – exigirá uma adaptação de nosso comportamento.

Mesmo que seja fonte essencial de proteínas, a carne bovina não é “rentável” do ponto de vista alimentar: são necessárias três calorias vegetais para produzir uma caloria de carne de ave, sete para uma caloria de porco e nove para uma caloria bovina. Dessa maneira, mais de um terço (37%) da produção mundial de cereais serve para alimentar o gado – 56% nos países ricos – segundo o World Ressources Institute.

Seria o caso, então, de reduzir o consumo de carne e substituí-lo pelo peixe? Os oceanos não podem ser considerados uma despensa inesgotável, estimou Philippe Cury, diretor de pesquisas do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD). O número de pescadores é duas a três vezes superior à capacidade de reconstituição das espécies. No atual ritmo, a totalidade das “espécies comerciais” haverá desaparecido em 2050.

A agricultura, particularmente produtos de carne e laticínios, é responsável pelo consumo de cerca de 70% da água doce do mundo, 38% do uso de terra e 19% das emissões de gases estufa. Espera-se que os impactos da agricultura cresçam substancialmente devido ao crescimento da população e o crescimento do consumo de produtos animais. Ao contrário dos combustíveis fósseis, é difícil produzir alternativas: as pessoas têm que comer. Uma redução substancial de impactos somente seria possível com uma mudança de dieta, eliminando produtos animais.

Um painel de especialistas categorizou produtos, recursos e atividades econômicas e de transporte de acordo com seus impactos ambientais. A agricultura se equiparou com o consumo de combustível fóssil porque ambos crescem rapidamente com o maior crescimento econômico. O professor Edgar Hertwich, principal autor do relatório, disse: “Produtos animais causam mais dano que produzir minerais de construção como areia e cimento, plásticos e metais. Biomassa e plantações para animais causam tanto dano quanto queimar combustíveis fósseis.”

A diminuição do consumo de carne e leite em todo o mundo levaria, até 2055, a uma redução de 80% das emissões de gases que agravam o efeito estufa no setor agropecuário. A conclusão é de um estudo divulgado pelo Instituto de Estudos das Mudanças Climáticas de Potsdam, na Alemanha.

O coordenador do estudo, Alexander Popp, afirma que “a carne e o leite podem realmente fazer a diferença”. A explicação, segundo ele, é que uma redução no consumo desses itens levaria a uma queda nas emissões de dois dos gases que mais agravam o aquecimento: o metano e o óxido de nitrogênio. Esses gases são lançados na atmosfera durante a fertilização dos campos agrícolas e na produção de ração para alimentar vacas, ovelhas e cabras, entre outros animais.

Dito isso, fica a pergunta: o que você quer fazer com o planeta? Cuidar dele ou devorá-lo?

REFERÊNCIAS
http://super.abril.com.br/superarquivo/2002/conteudo_120220.shtml
http://noticias.uol.com.br/bbc/reporter/2008/09/07/ult4909u5467.jhtm
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EDG77074-6010,00.html
http://terramagazine.terra.com.br/blogdaamazonia/blog/2009/12/10/metade-das-emissoes-de-gases-de-efeito-estufa-do-brasil-vem-da-pecuaria/
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4281337-EI294,00-Terra+e+incapaz+de+acompanhar+ritmo+atual+de+consumo+de+carnes+e+pescado.html
http://www.guardian.co.uk/environment/2010/jun/02/un-report-meat-free-diet
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,emissoes-estao-ligadas-a-consumo-de-carne-e-leite,573630,0.htm
http://www.greenpeace.org/brasil/Global/brasil/report/2011/11-08-26_An%C3%A1lise%20do%20aumento%20do%20desmatamento%20no%20MT.pdf

Um conjunto de fatos sobre o desmatamento e o consumo de carne e outros produtos de origem animal Por Thiago Fonseca | Comer não é só uma questão de matar a fome.… Saiba mais


Documentário norte-americano “Pecuária e Meio Ambiente” expõe os problemas ambientais da produção e consumo de carne no Brasil

Publicado em 25/10/2012 às 10:49 em DocumentáriosMeio AmbienteNotícias▼ Importante▼ Vídeos

Junto com a carne, exportamos nossa água potável, nossos grãos e pedaços da floresta Amazônica

O filme, de 6 minutos, foi produzido pela ONG Brighter Green (site), sediada em Nova Iorque, nos Estados Unidos, e mostra de forma transparente o peso que as exportações de carne, que tanto orgulham nosso governo, custam ao nosso país. O Brasil tem grande parte de sua economia baseada na pecuária ou na agricultura que serve para a pecuária. A primeira causa do desmatamento da Amazônia, como vemos no vídeo, é a criação de gado. A segunda, é a monocultura da soja, que é exportada para alimentar animais em confinamento em países europeus ou do oriente.

Assista ao documentário (6 min., áudio: português) | Youtube | Baixar (link direto, .avi, 70mb)

Nos ajude a acabar com tudo isso. Adote o veganismo em sua vida: www.sejavegano.com.br.

Junto com a carne, exportamos nossa água potável, nossos grãos e pedaços da floresta Amazônica O filme, de 6 minutos, foi produzido pela ONG Brighter Green (site), sediada em Nova… Saiba mais


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O novo escândalo surge pouco tempo depois da polêmica da soda cáustica no leite Uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul prendeu 9 pessoas nesta quarta-feira (8) acusadas de envolvimento no mais novo escândalo alimentar brasileiro. Transportadoras especializadas em produtos lácteos misturavam água e um tipo de adubo com uréia e formol no leite para aumentar a quantidade e, assim, alavancar os lucros. Após alguns meses de investigação, os policiais chegaram a um sítio na cidade de Ibirubá e descobriram onde parte do leite era adulterada. Sem qualquer preocupação com a higiene, caminhões de leite recebiam a mistura de água não tratada e um tipo de adubo, que contém uréia e formol, tudo era armazenado em caminhões sem refrigeração e seguia para empresas de embalagem. No mesmo sítio, havia criação de porcos. Segundo os resultados das perícias, 10% do leite vendido por estas empresas no último ano era pura água com adubo. O adubo servia para disfarçar a quantidade de água adicionada ao leite e garantia que o produto passasse nos testes proteicos. A investigação não apontou as empresas que vendem ao consumidor como culpadas e sim as transportadoras, mas a promotoria do caso acusa estas empresas de falharem nos testes de qualidade. Elas receberam leite contaminado por mais de um ano, não identificaram que o produto continha adubo, embalaram venderam as caixas de leite aos consumidores. A justiça recomenda que o consumidor evite o consumo destes produtos, especialmente dos seguintes lotes: Italac Integral | Lotes L05KM3, L13KM3, L18KM3, L22KM4 e L23KM1 Italac Semidesnatado | L12KM1 Bom Gosto/Líder UHT Integral | Lote TAP1MB Mumu UHT Integral | Lote 3ARC Latvida UHT Desnatado | Lote 37/661 Latvida UHT Semidesnatado | Lote 48/661 Latvida UHT Integral | Lote 36/661 Latvida Semidesnatado | Lote 48/661 Latvida Integral | Lote 24/661 Se você quer aprender mais sobre os diversos problemas do consumo de leite e seus derivados e como achar substitutos, acesse www.vista-se.com.br/leite. Abaixo, uma matéria da afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul | RBSTV
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