Decidi ser vegetariano, e agora?
[►Enviar para um amigo]setembro 18, 2008 em Notícias por Fabio Chaves
Carla Knoplech, JB Online
RIO – A palavra ‘vegetariano’ não é originária da base da alimentação vegetal, mas da expressão latina “vegetus” que significa forte, vigoroso e saudável. Há quem simpatize com a causa, há quem a pratique, quem não coma carne e quem simplesmente não ligue para o vegetarianismo. Antes de tudo, vegetarianismo é um movimento que tem uma filosofia bem definida e simpatizantes por todo o mundo.
Teoricamente ele é um regime alimentar baseado em alimentos de origem vegetal, os vegetarianos excluem da sua dieta carne, bem como alimentos derivados, como por exemplo a gelatina feita com base em ossos animais. Os ovolactovegetarianos consomem também ovos e leite, e os lacto-vegetarianos leite e lacticínios.
Os vegetarianos estritos excluem da sua alimentação todo e qualquer alimento de origem animal, ou com ingredientes de origem animal. Os veganos excluem todos os produtos de origem animal não só da sua dieta como de tudo o que consomem, incluindo cosméticos, vestuário e calçado, entre outros produtos.Para entender um pouco mais a causa entrevistamos três pessoas: um vegetariano, um ex-vegetariano e um vegano.
A estudante de cinema Rafaela Sasson é vegetariana há um ano e conta que sempre pensou em parar de comer carne, mas se interessou pela causa quando viu o filme “Fast Food Nation”. O filme conta a história da má alimentação dos norte-americanos e atenta para a questão exploratória da nação mexicana.
- Eu não como carne, nem mariscos, nem embutidos, mas como peixe. Virei vegetariana quando estava morando em outro país, no início acabei engordando muito porque só comia massa, mas gostei da sensação de diminuição do inchaço e da melhora na digestão. Quando voltei para o Brasil fiz dieta orientada por uma médica endocrinologista e acabei emagrecendo mais de dez quilos. Já encontrei vários vegetarianos mais radicais que eu, mas eu não tento mudar o pensamento deles. Penso em passar esse hábito para meus filhos, mas não vai ser algo que vou impor – disse Rafaella.
O diretor de teatro Diego de Souza foi vegetariano por três anos e meio e hoje em dia voltou a comer carne. Ele que era “semi- ovolactovegetarianos” conta que os hábitos da cidade grande mudaram a sua escolha.
-Virei vegetariano com 15 anos da idade, por influência do meu pai que fazia ioga e me passava ensinamentos de outras culturas. No início, apenas não comia carne vermelha, e depois parei de comer todas as carnes. A base da minha alimentação era arroz integral, grão-de-bico, saladas e verduras, ou seja: um prato bem colorido. Fui voltando a comer carne aos poucos, por uma questão de vontade, até porque essas divisões e nomenclaturas dentro do mundo vegetariano são rótulos muito fortes, já somos rotulados com tanta coisa na vida… Eu sou capixaba e vim morar no Rio de Janeiro, percebi que era sempre o chato e não tinha ninguém para dividir os pratos de comida em restaurantes – explica Diego.
Rosa Antunes, de 27 anos, era militante da causa “Veg”. Vegana assumida, ela explica que o movimento é muito mais do que ‘não comer carne’, tem a ver com a exploração dos animais, a utilização de animais em projetos científicos e todo o descaso com o meio-ambiente.
-Primeiro fui vegetariana e depois me tornei vegana, porque quando somos apenas ovolactovegetarianos não percebemos o quanto ainda estamos sendo cruéis com os animais. Há vídeos como “A carne é fraca” e “Terráqueos” que me chocaram por falarem da causa de exploração animal de forma incisiva. Existem grupos que atentam para o simbolismo do movimento com panfletagens e se auto-entitulando como grupos de libertação animal -contou Rosa.
Rosa disse ainda que os veganos só precisam repor a vacina B12, no resto, há alimentos substitutos à todos os nutrientes.
- Temos que nos alimentar bem para mostramos que somos veganos saudáveis. Sei, no entanto, que há alguns veganos, principalmente os que começaram agora, que são muito radicais e não admitem namorar alguém que coma carne. Hoje em dia entendi que para passar o que acreditamos adiante precisamos ser tolerantes, e muito. Até namoro um rapaz que come carne, veja só – finalizou Rosa.
FONTE: Jornal do Brasil
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Comentário Vista-se
Obrigado Carla Knoplech por abordar este tema. É importante esclarecer bem essa pauta que, felizmente, anda em todos os meios de comunicação.
Só um adendo: A entrevistada Rafaela Sasson não é vegetariana. Pessoas que comem peixe são simplesmente pessoas que se preocupam com sua saúde e procuram uma dieta mais equilibrada, mas DEFINITIVAMENTE não são vegetarianas.





Eu não acho que os vegetarianos que são os chatos na hora de sair com os amigos. Eu pelo menos sempre procuro me adaptar ao local escolhido e procurar coisas que eu posso, ou melhor, que eu QUERO comer.
Chato mesmo são os demais, que ficam insistindo sem parar: “pega um pedacinho do frango… é carne branca!”, “cara, você não sabe o que você tá perdendo…”, etc… etc…
Depois falam que vegetariano é que é chato…
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Achei válido o comentário do ’site’, a primeira entrevistada realmente não é vegetariana.
Gostei quanto a preocupação da Rosa Antunes, lembrando que ”Temos que nos alimentar bem para mostramos que somos veganos saudáveis” – que é o certo.
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Acho engraçado a enorme preguiça dos jornalistas em escolher personagens e checar as informações. É tão obvio que alguém que come peixe não é vegetariano!
Claro que é válida a iniciativa da matéria. Mas fico pensando se essas informações equivocadas não ajudam a perpetuar mitos como o da carne branca, e preconceitos como o do vegetariano ser o chato, o radical.
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eu acho que pessoas que se rotularam ser vegetarianas por um tempo e depois voltou a comer carne numca foi na verdade vegetariana. e as pessoas que pensam que vegetariano é chato e radical deveriam visitar uma sala de abate em um frigorifico qualquer antes de falar asneiras.
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gostei da matéria, mas o cara q fala q era o chato por ser vegetariano deve ser chato mesmo não sendo vegetariano, isso não tem nada ver, ele dexou de ser porque quis mesmo
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Eu venho pensado a muinto tempo me tornar vegetariana. Depois que vi o filme “A Carne é Fraca” comecei a repensar sobre o meu comportamento. Vivemos realmente no mundo meio “Matrix”. Ainda estou para assistir o filme Terráqueos. E o “Nação Fast-Food” traz uma boa mensagem, apesar de que o que vemos nele eu já imaginava que fosse verdade.
Minha maior dificuldade para mudar minha dieta são meus pais e familiares que não admitem a dieta sem carne ou derivados como saudável. Mas já reduzi meu consumo abaixo da metade e quando saio para almoçar fora (ex: self-service) não consumo mais carne.
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Helena, antes de mais nada parabéns pela sua atitude.
Já é um enorme começo.
Eu sempre digo que se duas pessoas cortarem pela metade seu consumo de carne, o efeito é o mesmo que uma delas se tornar vegetariana.
O ideal é que as duas tornem-se.
Mas como eu disse, já é um começo.
Quanto a familiares, amigos e afins, não tem jeito. Tem que encarar essa parada sozinha.
Não vai haver muitos problemas… minha noiva (ainda) é onivora, e quando tornei-me vegetariano quase nada mudou: continuamos comendo juntos nos mesmos lugares, mas eu como algumas coisas e ela outras.
Vá em frente! Só pode dar certo!
=)
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gostaria de saber de os ovolactovegetarianos tambem incluem marisco e crustáceos na sua dieta… alguem m pode exclerecer??
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