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Tolerância Zero

Publicado em 14 de dezembro de 2008 em Notícias

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por Rafael Bán Jacobsen

Gosto de me espelhar nos mais elevados exemplos. É por essa razão que acompanho de perto as declarações do presidente Lula – são verdadeiras lições de vida. Certa vez, na inauguração de um restaurante popular, Luiz Inácio nos brindou com uma profunda reflexão, contrapondo o radicalismo da juventude com a temperança trazida pela maturidade: “Eu passei tanto tempo da minha vida achando que ser antiamericano era não beber Coca-Cola. Depois, eu fui ficando mais maduro e percebi que, quando a gente levanta de madrugada e tem uma Coca-Cola gelada na geladeira, não tem nada melhor.”

Com efeito, espera-se que, com o passar dos anos, o indivíduo ganhe, além de algumas rugas e doenças crônicas, maturidade de espírito e todos benefícios que ela traz consigo: mais calma, serenidade, tolerância com as diferenças, compreensão e, conseqüentemente, uma tendência natural ao tão recomendável “caminho do meio”. No meu caso, no entanto, não tem sido assim: quanto mais velho, fico também mais rabugento, intolerante e desagradável. Minhas poucas qualidades vêm minguando em progressão geométrica, enquanto meus incontáveis defeitos crescem feito bolo vegano no forno e, pior do que isso, dão cria: um único bolo de rabugice posto para assar acaba gerando, de brinde, uma dúzia de brioches recheados de outras idiossincrasias pouco desejáveis. À guisa de consolo, gosto de pensar que essa tendência oposta ao esperado para a maioria das pessoas se manifeste em mim nos demais aspectos mencionados: se me torno mais e mais inflexível e ranzinza quando, ao contrário, o tempo deveria suavizar as arestas de meu temperamento, é de se esperar que nenhuma doença se manifeste nesse corpo que Deus me deu e que minha cútis fique a cada dia mais lisa e viçosa, sem botox nem lifting. Todavia, não sou tão otimista – a contramão só é possível quando constitui o caminho mais rápido e eficiente para tornar o sujeito pior.

Já houve época em que eu era uma pessoa aberta, afável e diplomática, mesmo naquelas situações mais potencialmente enervantes, como argumentar a favor o vegetarianismo. Eu era capaz de passar horas ouvindo as mais ridículas apologias do onivorismo, conseguia sorrir candidamente ao escutar pela quadragésima sétima vez na semana a máxima “Mas e a alface não tem vida?” e ainda responder a tudo com didática e voz pausada. Seguia com a diplomacia em circunstâncias em que Madre Teresa de Calcutá já teria partido para a porrada. Agora, porém, a imagem desse vegetariano pacífico e meigo não passa de um fantasma do passado, meio anêmico, acenando na poeira dos anos. Minha querida amiga e ativista pró-vegetarianismo Thaís Pimenta criou, no Rio de Janeiro, a rede “Gentileza Vegana”, cuja missão é promover o veganismo como um estilo de vida harmônico e compassivo, tendo por substrato a idéia de que é preciso ser gentil com todas as formas de vida, pois atitudes gentis geram reações gentis e contribuem para o despertar planetário. Uma lindíssima idéia! Eu, aqui em Porto Alegre, contudo, estou pensando em criar o movimento “Grosseria Vegana”. Bem mais a minha cara.

Dia desses, estava, como de costume, trabalhando voluntariamente em um estande de divulgação da causa vegetariana em uma famosa feira de produtores ecológicos da cidade. Foi quando surgiu uma moça que, ao ler um dos panfletos ali distribuídos, torceu o nariz aparentemente plastificado e disse: “Está tudo errado.” Observei: tratava-se de um singelo folheto intitulado “Proteínas e Vegetarianismo”, no qual se explicava o básico: que proteínas são compostas por aminoácidos, que os aminoácidos se dividem em essenciais e não-essenciais e que os essenciais podem ser todos encontrados com fartura em fontes vegetais etc. “Eu sou nutricionista”, prosseguiu ela, orgulhosa, “e nada disso é verdade: dos aminoácidos necessários para o ser humano, têm sete que são encontrados apenas na carne.” Senti um comichão na boca do estômago, seguido de um impulso de recomendar a ela que então pegasse um salsichão ou um quibe cru, cheinhos de tais aminoácidos, e desse a tais iguarias cárneas um destino anatômico pouco nobre. Refreei-me a tempo. Pedi a ela então que anotasse o nome desses aminoácidos para que eu pudesse pesquisar melhor a respeito deles. A mocinha, triunfante, tomou a caneta, pensou por alguns segundos e rabiscou o primeiro nome no verso do folheto: serotonina. Seguiram-se mais dois nomes absurdos, nada de leucina, metionina ou triptofano. Então, ela parou e disse: “Não lembro não o nome de todos, mas é por aí.” Apontou então a “serotonina” e explicou: “Esse, por exemplo, é o aminoácido do bem estar: essencial!” Pois essa frase acabou com meu bem estar. Naquele instante, descobri onde exatamente iam parar os meus alunos que, no terceiro ano do ensino médio, eram incapazes de somar duas frações ou fazer uma regra de três elementar. Naquele instante, vi, personificada naquela moça loira e bronzeada, de seios volumosos, a falência do ensino brasileiro e o triunfo da mediocridade. Confesso que desejei agarrar com violência os seus cabelos e, aproveitando o ambiente da feira, encarnar Dona Xepa, derrubá-la e surrá-la, rolando entre pés de couve, bulbos de cebola e molhos de agrião. Tudo orgânico. Desejei cobrir de hematomas aquele corpinho enxuto criado a frango grelhado com saladinha e gelatina diet de sobremesa (a combinação favorita de nove entre dez nutricionistas). 

Em outra ocasião, estava participando de uma manifestação pública pelo Dia Internacional dos Direitos Animais. Entre os vários cartazes e faixas expostos em via pública, havia um em que se via a imagem de vários frangos ensangüentados, suspensos pelas patas, de cabeça para baixo, nas famosas “linhas de desmontagem” das granjas industriais. Abaixo da foto, lia-se: “Assassinato em massa e automatizado. Se você pensou em Hitler, não foi por acaso.” Um senhor idoso parou, leu a mensagem e, com a voz trêmula e carregada de sotaque estrangeiro, gritou tão alto quanto o pouco vigor lhe permitia: “Eu estive na guerra. Eu conheci Hitler! E isso é absurdo: esse alemão matou pessoas, não animais. E vocês estão comparando pessoas com animais, isso está errado.” De uma pastinha de couro surrada, sacou alguns papéis amarrotados. Entre notinhas de lavanderia e bulas de remédios, encontrou o que buscava: uma foto amarelada em que se via um garboso rapaz em indumentária militar, o peito coberto de medalhas e outras condecorações. O velhinho seguia esbravejando: “Fui herói da Segunda Guerra. Sei do que estou falando, e vocês não sabem de nada. Comparar pessoas com animais? É um insulto!” Em outros tempos, eu teria me dirigido a ele com afabilidade, buscaria esclarecer os critérios sobre os quais uma legítima ética deve se embasar, versaria sobre a senciência dos animais, o conceito de especismo, mas não: deixei-me dominar pelos “instintos mais primitivos” (como diria um certo ex-parlamentar) e preferi fechar a minha boca para conter a baba raivosa que já começava a escorrer e evitar ainda que escapassem os impropérios para os quais  o líquido espumoso abria passagem. Uma réstia da luz do bom senso e da temperança despontou em minha mente: eu deveria respeitar aquele senhor, não só pelas condecorações de bravura, mas antes pelos cabelos brancos. “Vocês são uns ignorantes! Eu conheci pessoalmente o Führer! E conheci também o Stálin!”, vociferou. Perdoem-me os politicamente corretos, mas confesso que não me contive: “Bem relacionado o senhor, não? Só gente boa!” Ele, indignado, desfiou um rosário de palavras impublicáveis. Fiquei constrangido – era como se estivesse ouvindo meu avô discursar possuído pelo espírito da Dercy Gonçalves. Superado o choque inicial, retribuí suas palavras. Mas não se apavore o amigo leitor, aquele não foi um momento de pura baixaria; ao contrário, foi um momento de enlevo para nós dois, um momento de saudável e democrática agressão verbal mútua, em que nos esquecemos de toda diferença de idade, de experiências e ideologias – éramos apenas isso: dois ensandecidos extravasando rios de raiva. Naquela noite, dormi feito anjinho.

Poderia escrever um compêndio contando todas as situações em que, nos últimos tempos, meu estilo de vida vegano me rendeu dor de cabeça e me fez perder as estribeiras. Fico com apenas mais uma. Aconteceu em um encontro ecumênico, sobre religiões e vegetarianismo, um tema muito interessante. Simpatizei com um dos participantes logo no começo do evento; era um rapaz de rosto franco, maneiras educadas e espírito sagaz. No entanto, minha simpatia murchou instantaneamente assim que, em uma das oficinas, no momento inicial em que todos se apresentavam, ele declarou que havia parado de comer carne quando freqüentava o Santo Daime, pois, nessa ocasião, sua visão de mundo se ampliara, e ele conseguira, enfim, ver a conseqüência de seus atos. Até aí, tudo bem. Senti, de novo, aquele comichão no estômago quando ele contou que, atualmente, se dedicava a uma religião de matriz africana e, nessa religião,  o consumo de carne é totalmente desaconselhado, principalmente para os médiuns. “Comemos somente peixes e frutos do mar, porque não desfavorecem o equilíbrio energético das forças elementares do planeta e porque precisamos da energia acumulada nas vidas que habitam os mares, para a sustentação energética do campo astral de nós, médiuns, por combatermos cotidianamente energias muito densas.” Como se não bastasse ter violentado o conceito de energia, repetindo-o sem nexo algum e ad nauseam em uma só frase, eu estava diante daquela exótica espécie de vegetarianos da qual fazem parte ícones como Xuxa, Paulo Zulu, Gabeira, Fernanda Lima e Daniel Dantas: os vegetarianos que comem peixe. Para piorar tudo, aquela era a desculpa mais esfarrapada que eu já ouvira para continuar comendo carne. Resultado: ergui-me da cadeira e, de dedo em riste, comecei um inflamado discurso sobre respeito, compaixão e minimização de sofrimento sem egoísmos ou barreiras de espécie. Pode ser verdade que eu tenha me alterado um pouco, pois os católicos presentes começaram a fazer sinal-da-cruz e a monja budista que coordenava a oficina ergueu-se pedindo calma. “Ahimsa, ahimsa!”, clamavam alguns. Retruquei que estava calmo, embora tivesse plena consciência de que não estava. A gota d´água foi quando alguém, tentando apaziguar os ânimos, disse: “Lembrem-se, meus queridos: até mesmo o mestre Jesus comia peixes.” Surtei. Prefiro não comentar o que se seguiu. Basta dizer que os organizadores do encontro, no ano seguinte, não me convidaram para participar da segunda edição.

Adoraria poder encher esta coluna de bons exemplos, mas, como disse, meus defeitos têm ganhado força com a idade. Estou a cada dia mais intolerante e intratável. Se não tenho como dar bons exemplos, resta torcer que o amigo leitor possa tirar algum aprendizado dos contra-exemplos. Esses sim eu os tenho em profusão.

 

P.S.: Considerando-se a grande repercussão de minha coluna anterior, intitulada “Missão Impossível”, vou abrir uma exceção e fazer o que NUNCA se deveria fazer: vou “explicar a piada”. Na realidade, o texto não é nada mais do que uma colagem de todas as mirabolantes histórias que já ouvi sobre os cuidados que eu deveria ter com a alimentação. Não inventei nada, apenas compilei (portanto, quem não gostou, por exemplo, da teoria das enzimas alimentares na qual em parte se baseia o crudivorismo que vá reclamar com a Ana Branco e quem não acha concebível viver de luz que vá reclamar com a australiana Jasmuheen). Qual a intenção dessa coluna? Exatamente a que se verificou: levantar polêmica e questionar nossos limites na busca por uma alimentação correta. E sim, o tom geral do texto é de ironia (um texto que contenha a frase “a soja é o capeta em forma de grão” jamais pode ser levado completamente a sério). Aos que não perceberam a grande pilhéria, não se preocupem: umas das colocações que mais escuto é “Rafael, nunca dá para saber quando você está falando sério e quando está brincando”. De qualquer modo, creio que o texto se saiu melhor do que eu esperava (algo que desperta reações tão diversas quanto “esta é a pior coisa que já li neste site” e “muito f*** esse texto!” só pode ser instigante). Agradeço a todos que comentaram e fizeram do texto “Missão Impossível” o recordista de comentários no Vista-se. Eu estou orgulhoso. Mamãe também.  

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21 respostas para “Tolerância Zero”

  1. Dani disse:

    Hahah.. e aquele papo de que vegetarianos são mais calmos??
    O Vista-se está cada dia melhor, parábens a todos!!

  2. Andrea S. Reis disse:

    Sei como se sente….às vezes também me sinto assim.É frustrante e revoltante, as pessoas falam muitas bobagens sobre o vegetarianismo,te ironizam e te desrespeitam…mas que se dane a opinião dos outros, eu não tenho a pretensão de mudar o mundo( bem que eu gostaria),somente quero fazer aquilo que acho certo,agindo de acordo com a minha consciência,será que é pedir demais?

    É,talvez seja…mas não importa,não é por isso que vou deixar de dizer o que penso e sinto.E se isto incomoda os outros, que bom!

    Um grande abraço a todos!!

    Andrea S. Reis

  3. Entrar no vegetarianismo é lindo.
    Mas aí se descobre que é impossível comer em paz com quem acha que estamos de frescura.
    Virar vegano, ativista, protetor dos animais, se sentir mais humano: balela, sinto vontade de pegar idéias destorcidas e abrir feito côco na pedra.

    … isso quando não abuso minha imaginação para descarregar a raiva de certos nutricionistas de fim de semana, que sabem tudo sobre tudo e, principalmente: "sabem" que somos imaturos e radicais.

    Bah, guri, teus textos dispensam comentários. A gente comenta pra fazer bonito, mesmo.

  4. Shaula Collyer disse:

    Parabéns !!!
    Recentemente tive uma belíssima discussão com minha avó em decorrência de algo do tipo: "Deus fez os animais pra nossa alimentação!".
    A resposta permeou algo do tipo: "só se foi o SEU Deus, um Deus cruel, perverso, egoísta, sádico, …, o MEU Deus é puro amor, infinita bondade, jamais seria conivente com torturas, mutilações, sangrias, dor, assassinatos, …
    Enfim, depois disso tentei explicar à minha mãe que já não me sinto na obrigação de ser simpática e paciente diante de tantas atrocidades banalizadas no cotidiano: maldade é maldade, assassinato é crime (pelo menos moralmente), a dor dói igual pra todo mundo e por aí vai…

    Beijos em todos,
    Shaula.

  5. Roberta Franco disse:

    Rafael, parabéns pela coluna!
    Me identifiquei muito com tudo o que vc disse e aposto que muitos aqui também.
    Essa é exatamente a sensação que tenho: até quando terei que ser "boazinha" e simpática em minhas colocações na tentativa alucinada de fazer um onívoro entender todas as nossas razões?
    Na sexta-feira, eu estava em um evento da empresa num espaço gastrônomico, onde o ponto alto era a participação de todos os funcionários no preparo do jantar. Muito divertida e interessante a dinâmica para integração de todo, porém as entradas, e o prato principal, claro, tinham animais mortos: camarão, filé de não sei o que lá, etc, etc. Muitos sabem que sou veg e tive que aguentar vários tipos brincadeiras "sem graça" e afirmações cansativas como "mas os vegetais também têm vida…". Ahhhhh
    Sou tão educada e ponderada em minhas respostas. Até pq sempre tenho esperança de que a maneira como me coloco possa abrir os olhos destes cegos que não querem ver.
    Mas, estou ficando cansada, e a cada dia que passa sinto que não vale a pena ser assim.

    Vou evoluir também e em breve serei como você : )

    Ah, já ia me esquecendo…rs…sim, sou uma das pessoas que criticaram sua coluna anterior. Não por "não entender" mas por pensar que pessoas poderiam se influenciar de alguma forma e decidir que não valia a pena comer nada.
    Mas aqui me redimo pois reconheço a qualidade de suas colunas, sempre com uma forma inteligentíssima de se expressar e compartilhar conosco suas experiências.

    Bjo!

  6. vir disse:

    Tb nao tenho mais paciencia nao. Outro dia no trabalho estava c/ dor de ouvido e tive ki ouvir a piadinha, que eu estava com a dor pq sou veggie e nao como carne. Respondi ki relmente era falta de proteína em meu ouvido, de forma ríspida. Depois disso, nao teve nenhum comentário do tipo. A ignorancia de outras pessoas é que nos irritam. E pior que começa de dentro de casa e com os amigos onívoros que nos cercam.

  7. Isabel W disse:

    Hahaha
    Amei o texto. Eu tento (ainda) ser cordial com as pessoas e explicativa, mas já deiuns berros com minha mãe, que falou que acha certo testarem maquiagem em animais porque pode dar alergia nas pessoas e ela SIMPLESMENTE NÂO PODE ficar sem o batom vermelho dela. ¬¬ hahahaha
    A gente temque agüentar cada uma…

  8. Julio Dornelles Goul disse:

    Caríssimo Rafael

    Obrigado por me fazer sentir que não estou só.
    Apesar do passar dos anos que me trouxeram menos cabelo e mais rugas, ao contrário de você estou mais calmo e compreensivo.

    Por outro lado estou ainda mais "radical" nas minhas posições, o que se nota quando vários me aconselham o famoso "caminho do meio". Neste aspecto vejo uma semelhança com o seu relato – "rabugento, intolerante e desagradável".

    Há coisas que simplesmente ou são ou não são, como ter ética ou estar grávida e algumas pessoas parecem não querer enxergar isso e continuam falando indistintamente como papagaios para que sigamos o caminho do meio…

    Quando escuto os mais variados e ao mesmo tempo recorrentes argumentos onívoros, todos sem nenhuma base científica, filosófia ou qualquer outra que decorra do estudo, do preparo (a falência educacional que você mencionou), eu retruco: – Se onde você tirou isso? Do seu coração??" Só pode ser, isso para não imaginar lugares menos nobres.

    Um grande abraço e parabéns pelos sempre excelentes textos!

    Julio

  9. Julio Dornelles Goul disse:

    Caríssimo Rafael

    Obrigado por me fazer sentir que não estou só.
    Apesar do passar dos anos que me trouxeram menos cabelo e mais rugas, ao contrário de você estou mais calmo e compreensivo.

    Por outro lado estou ainda mais “radical” nas minhas posições, o que se nota quando vários me aconselham o famoso “caminho do meio”. Neste aspecto vejo uma semelhança com o seu relato – “rabugento, intolerante e desagradável”.

    Há coisas que simplesmente ou são ou não são, como ter ética ou estar grávida e algumas pessoas parecem não querer enxergar isso e continuam falando indistintamente como papagaios para que sigamos o caminho do meio…

    Quando escuto os mais variados e ao mesmo tempo recorrentes argumentos onívoros, todos sem nenhuma base científica, filosófica ou qualquer outra que decorra do estudo, do preparo (a falência educacional que você mencionou), eu retruco: – De onde você tirou isso? Do seu coração??” Só pode ser, isso para não imaginar lugares menos nobres.

    Um grande abraço e parabéns pelos sempre excelentes textos!

    Julio

  10. Teciane Dias disse:

    Olá Rafael e colegas!

    Sou leitora assídua deste site e vegana há pouco tempo! Mas desde o primeiro dia em tomei a decisão, me sinto mais feliz, nobre e radiante! Me emociona ler o seu texto, pq cada um de nós gostaria de ter relacionamento tão íntimo com as palavras para expressar com tal facilidade e brilhantismo tudo que sentimos ao nos deparar com as situações q vc descreveu acima. Vc representa a cada um de nós e nossas inquietações nesta coluna! Um forte abraço e "quando crescer quero ser igual a vc"…rsss! Deixa eu ir ali tirar a vida de mais uma alface…!

  11. Ana disse:

    Oi Rafael,

    Cada texto teu me faz sentir de "alma lavada"!

    Grande abraço

  12. Mônica disse:

    Olá, Rafael

    que alívio "ouvir" que seu texto anterior era uma piada… realmente fica difícil saber, já que é tão comum ouvir um monte baboseiras daquele tipo carregadas de um magnífico ar de propriedade entre os que buscam por formas "alternativas" de alimentação (e incluo nesta muitos vegetarianos). Bom, isso vc já sabe, já que copiou aquelas pérolas de algum lugar. O mais cômico é que muitos acabam levando a sério, não é?

    Enfim, tb é bom ver alguém falando que fica a cada dia mais rabugento. De certa forma, eu admiro pessoas que conseguem ser afáveis (bom termo) com pessoas ignorantes. Elas certamente têm mais sucesso em suas investidas. Mas não consigo deixar de ter desejos incendiários quando se trata de covardia e crueldade…

    Enfim… foi mal pelo "esta foi a pior coisa que já li neste site"… foi mesmo… mas sem saber que era essa mesmo a intenção… ;-)

  13. Tati Fernandes disse:

    Rafael, sei do que se trata sua inconformação, se é que posso chamar nossa indignação com tal termo.
    É dificil ver as pessoas tentando se sobresair com suas verdades massificadas, errantes e irreais.
    Posso saber como se sente, pois já passei por isso tanto em questões espirituais, no que se remete a assuntos teológicos sobre minha crença, e hoje a um ano ovolactovegetariana vejo a grande dificuldade que é conduzir uma conversa com pessoas que não tem base nenhuma no assunto e buscam descaracterizar as verdades mais que claras que tentamos apresentar e buscamos viver.

    Não sou um otimo exemplo, pois ainda me alimento de derivados como leite e ovos, mas como um anuncio do vista-se mesmo disse, Peixe nao dá em arvore, a partir desse comentário ja deveria levar muitas pessoas a pensar.

    Ainda mais em minha opinião, pois minha opção por nao me alimentar de carne de seres vivos decorreu-se de minha crenca e da preocupação de DEUS para conosco, e de conceitos reais de que a carne, o alimento que possuiu vida (vida essa envolvida por sangue, afinal, o sangue simboliza a vida)não nos traz beneficios nenhum que valha a pena, pelo contrário, além de sermos preconceituosos, uma alimentação assim dificulta o aprendizado e como acredito e a bíblia prova, dificulta nosso relacionamento com DEUS, pelos maleficios que ela altera em nosso sistema nervoso.

    Mas também acredito que devemos conitinuar sobrios ao conhecimento, devemos entender a diversidade, pois so com amor levaremos mais pessoas a entenderem esse propósito.

    Cada um vive segundo a luz que possui, e o conhecimento que assimilou, devemos instigar as pessoas para que busquem mais, apresentar fontes que a façam ter interesse por esse problema que hoje existe, de falta de busca pelas verdades, as vezes verdade que doem, por isso não sao buscadas, as vezes preferimos os caminhos mais fáceis, e não vemos que as dificuldades nos tornam mais fortes e nos fazem crescer mais, moralmente, humanamente, e principalmente ao que vejo necessário ESPIRITUALMENTE.

    Gostaria de te parabenizar pelo artigo, não deve ser criticado, sua opinião é válida, e importante para ajudar a muitos que também passam por isso…

    abraço

  14. André Borile disse:

    Realmente, dispensa comentários…

  15. Simone disse:

    Rafael,

    Simplesmente adoro seus artigos.

    Você não tem um endereço de e-mail para onde eu possa escrever para falarmos sobre vários pontos dos seus artigos.

    Obrigada
    Simone

  16. polly luz disse:

    amei!com a idade estou também intoleravel e intratável…é isso aí, és um espetáculo de ser-humano,rs…foi o termo que achei adequado para descrever o que achei de ti,rs, não ache cafona…rsrsrs…e com certeza és um exemplo sim a ser seguido, ainda bem que exitem seres como tu!abraço

  17. Lúcia Badia disse:

    Sensacional!!!
    Pena que não bateste na nutricionista pq ela merecia! Mas tinha que bater tanto que nenhum "aminoácido serotonina" ia consertar o estrago. E depois vomitar por cima dos cabelos oxigenados. Muitas vezes me envergonho por ter escolhido essa profissão com essas coisas de CRN que andam por aí… Que desgraça!
    Grosseria Vegana comanda!

  18. Leandro disse:

    É por serem muito tolerantes que as mulheres apanham. Algumas, ou várias. Deve ter alguma estatística, falsa.

    "Então, ó cristãos, em todas as nossas famílias ocorrerão aqueles milagres de transformação que Santo Agostinho diz ocorridos na sua família por obra de Mônica sua mãe. Mônica casara-se com Patrício, infiel de religião, soldado de profissão e bárbaro de costumes. Além de ter alguns “bons defeitos”, o pai de Santo Agostinho era um tipo colérico. E Mônica, ao vê-lo em fúria, cedia-lhe, e nem com fato nem com palavra lhe contrariava a ira. E, se ele se encolerizava sem razão, ela, deixando-o acalmar-se, aproveitava o momento oportuno para adverti-lo do seu modo de fazer. Sucedia, às vezes, muitas senhoras, que no, entanto tinham maridos mais discretos, conversando juntas, se queixarem, em confidências, dos maus tratos recebidos de seus maridos, e documentavam a verdade mostrando o rosto machucado por pancadas. E Mônica, embora zombeteira em aparência, com seriedade as avisava: 'É a vossa língua que vos arranja isso…' "
    http://www.filhosdapaixao.org.br/comentarios/escr…

    Segundo o "raciocínio" exposto, a culpa é da língua da mulher e não do braço do marido. Esses aí ainda não conheciam a Lei Maria da Penha. E muitos hoje ainda não conhecem. Ou conhecem e não fazem nada… porque são ameaçadas, são subjugadas, não tem emprego, tem filhos e não tem pra onde ir.

    Se fosse pela Lei do mais forte (que tantos onívoras pregam, com orgulho) a Lei Maria da Penha nunca existiria. E mulher se submete a cada coisa, também. Dá pena.

  19. Carol J. disse:

    Achei mto bom esse texto sobre Grosseria Vegana. hahahaha http://vista-se.com.br/redesocial/tolerancia-zero/

  20. . disse:

    RT @fadamariposa: Achei mto bom esse texto sobre Grosseria Vegana. hahahaha http://vista-se.com.br/redesocial/tolerancia-zero/

  21. Mauricio disse:

    Muito Bom!!!

    Abraço,

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O grupo Rio+Veg (rioveg.com), formado por ativistas de conhecidas ONGs brasileiras e por ativistas independentes, escolheu o ViSta-se como site oficial para publicar suas atividades em prol do tema “veganismo” na pauta da Rio+20. O conteúdo abaixo foi produzido pelo Rio+Veg.

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