Um pássaro azul e uma revolução

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outubro 15, 2009 em Artigos por Fabio Chaves

Os nerds descobriram antes. As celebridades gringas descobriram logo depois. No Brasil, a Revista Época escancarou logo na capa e, então, o passarinho alçou um voo para o estrelado, caindo nas graças dos famosos e, consequentemente, conquistando um lugar de destaque no uso diário do internauta brasileiro.

Antes, parecia só existir uma rede social no Brasil: o Orkut. Ele é bom; inegável que mudou os conceitos sobre o uso de internet por estas terras tupiniquins, mas tem um grande problema: ele não faz sucesso fora do Brasil, tornando-se praticamente um site de relacionamento exclusivo para brasileiros.

Já o Twitter, cujo mascote é um passarinho azul, faz sucesso no mundo todo e é a rede de relacionamento que mais cresce, ocupando atualmente o 3º lugar, atrás do Myspace (2º) e do Facebook (1º), conforme um estudo realizado em maio de 2009 (fonte: Wikipédia), que analisou mais de 11 milhões e meio de contas de usuários.

Quando o jovem Jack Dorsey criou o Twitter, em 2006, certamente não imaginou o sucesso que faria. Jack desenvolveu o Twitter com a intenção de dar às pessoas uma ferramenta com a qual pudessem se comunicar de forma rápida (máximo de 140 caracteres) com seus contatos dizendo coisas do tipo “Oi, estou indo pro banho” ou “Acabo de chegar do supermercado”. Assim, aparentemente despretensioso, o rapaz deu continuação ao projeto. Os usuários logo descobriram que o projeto de Jack tinha muito mais a oferecer do que informações banais sobre o que seus amigos estão fazendo ou quão emocionante está o campeonato de xadrez que estão assistindo ao vivo.

Não demorou para o Twitter se transformar na forma mais rápida de distribuição de links e informações gerais que conhecemos hoje.

No dia 25 de fevereiro de 2009, um avião caiu próximo ao Aeroporto Internacional de Schiphol, a cerca de 20 km do centro de Amsterdã. A conceituada rede de jornalismo norte-americana CNN admitiu que soube da queda através do Twitter e daí foi averiguar o que realmente havia acontecido.

“Essa é uma história que apareceu antes no Twitter e começou a ganhar desdobramentos a partir de lá. Testemunhas escreveram sobre o choque de ver o avião ‘mergulhar’ e também de ver pessoas saírem andando de dentro da fuselagem”, contou Errol Barnett, correspondente internacional do site colaborativo iReport, ligado à CNN. O portal G1, da Globo.com confirma esta versão aqui.

Deu pra entender o poder desse passarinho azul, né?

A maior revolução que pode haver para melhorar o mundo é a revolução da informação. Por ela e para ela é que existem pessoas empenhadas aqui no ANDA e em outros tantos sites que falam sobre vegetarianismo e direito animal.

Antes consumíamos um alimento e não fazíamos ideia do que estávamos ingerindo. Hoje, podemos pesquisar na internet ou simplesmente Tuitar (mandar mensagens através do Twitter) perguntando se alguém sabe daquele produto ou empresa e suas impressões a respeito. Isso é uma revolução.

Com o Twitter podemos fazer – quase literalmente – uma informação voar para centenas de milhares de pessoas com apenas um clique. É uma ferramenta imprescindível para a libertação animal.

Se a informação não fosse manipulada e todo o mundo soubesse das barbaridades que Adolf Hitler cometia, talvez a história tivesse outro enredo. Da mesma forma, em inúmeros outros exemplos, podemos citar a manipulação da informação como causa principal de atos de crueldade e justificativa de comportamentos ilícitos.

A intenet, reintero, é a porta para uma sociedade mais justa para todos os animais (humanos ou não) e a principal ferramenta de uma revução que nasceu junto com ela: a revolução da informação.

O Twitter é uma das armas brancas que temos para lutar pela continuação dessa nova era  humana, onde a crueldade contra qualquer animal é uma violência contra si.

Links
Como começar no Twitter
A ANDA no Twitter
Fabio Chaves no Twitter

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