Voz Vegana #2: Adriana Caraccio
[►Enviar para um amigo]outubro 5, 2009 em PodCast por Fabio Chaves

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Neste episódio Ricky conversa com a tradutora Adriana Caraccio, de Santos-SP. Adriana é vegetariana há 25 anos mas seu marido é onívoro*. Juntos, eles tem um filho.
Como é a educação alimentar da criança?
Ouça e descubra.
Contatos da Adriana:
Blog: www.vidadetradutora.blogspot.com
E-mail: acmlistas@gmail.com
*Onívoro é uma pessoa que come carnes, derivados e vegetais.
Ricky Elblink (www.ricky.com.br) é locutor, narrador e dublador em alguns seriados e em programas na TV, entre eles: As Novas Aventuras de Flipper – Voz de Porter Ricks (pai dos meninos); A Cozinha do Chef Pepin – Voz do Chef Pepin (MGM GOLD); Os Tira-Teimas – Voz de Paul (Discovery Channel); Além do Ano 2000 – Voz de Henry Tenenbaum – (Discovery Channel). Locutor em famosas peças publicitárias.





Que decepção ouvir uma fala dessa aqui no Vista-se!
Achei que ouviria algo sobre como é ter um filho vegetariano com um onívoro…
O menino tem 5 anos! Como ela não pode impor o que ele deve comer?! O dinheiro é dele?! Quem compra o lanche?!
Fora que ele deu a brecha pra ela dizer que faz mal (pra ele, pros animais e pro meio-ambiente)comer o lanche e ela falou que não tem problema!
Que vergonha!
Meu marido infelizmente é onívoro e ele sabe que se tivermos filho(s), faço questão que seja(m) vegano(s) e tentarei fazer com que ele(s) veja(m) de onde vem a carne, o ovo, o leite, etc e a que custo, pra que continue(m) vegano(s) mesmo qdo crescer(em).
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Eu já vi uma criança de 3 anos com personalidade forte e com o opinião própria. No caso que vi foi o contrário, a criança comia tudo, mas não queria a carne de jeito nenhum… Nesse caso os pais deveriam respeitar a opinião da criança ou impor? Meus filhos também serão vegetarianos, mas se um dia me pedirem para experimentar carne, irei respeitar, idependente da idade. Mas explicarei, de forma que ele entenda, que o melhor mesmo é não comer… Conheço crianças vegetarianas que tiveram curiosidade, experimentaram, mas nem gostaram…
Gostei do podcast!
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Comentário ao comentário da Pri Prado:
Oi, Pri Prado, que pena que você se decepcionou. Não sou dona da verdade e faço votos que você consiga impor sua decisão da forma como você deseja.
Só digo uma coisa: é muito fácil falar, e muito mais difícil fazer – principalmente quando estamos lidando com outras pessoas, que também têm o seu livre-arbítrio, da mesma forma que você teve, ao decidir ser vegana. Eu, pelo menos, fui (e sou) respeitada pela minha família. Acho que devo, no mínimo, o mesmo respeito.
Eu mesmo já engoli muita coisa que dizia que ia fazer e acontecer, e minha vida mostrou que não é tão fácil assim. E aí a gente vai aprendendo a ser mais compreensiva e a não se “decepcionar” tanto assim com as coisas – e principalmente com as pessoas, que são muito mais do que a opção alimentar delas…
Uma coisa eu consegui – meu filho não tem interesse por carne, nem peixe. Aliás, no supermercado, pede para ir ver os “pobrezinhos dos peixes”. A única coisa que o pegou mesmo foram os nuggets – e por causa dos malditos brinquedos. Como os nuggets são apresentados como “bolinhos” e estão disfarçados, acabou experimentando. E nem foi comigo, eu não estava naquele dia com ele, estava com outros familiares.
Mas é isso aí, faço votos que você consiga impor na sua casa a sua forma de ver as coisas, mesmo tendo marido onívoro, e imagino, o resto da família também. Mas não julgue os demais. Acho que o mais importante é o respeito, e não posso pregar isso pelos animais se não vivo isso no meu lar. Não quero correr o risco de virar xiita e odiar e atacar aqueles que não professam da minha opinião. A meu ver, estaria sendo hipócrita.
Aliás, o seu tipo de reação é o que deixa muita gente com receio de se expor. Não basta ser 99%, tem que ser 100%. É a perfeição ou nada. Eu já me dou por satisfeita por poder alimentar meu filho com uma ótima sopa maravilhosa, super vegana, com tudo de bom, feita com ingredientes de qualidade, e com muito amor. Fico satisfeita por ele ter uma alimentação 90-95% vegetariana.
E aí está a campanha da “segunda sem carne” para provar que, mesmo que seja um pouco, já é algo. Mesmo que as pessoas só se disponham a ficar um dia sem produtos animais, já é algo a comemorar.
Respeito, gente, respeito!
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Sobre o dinheiro…
Pri Prado, eu de novo.
O dinheiro não é dele, nem meu, nem do meu marido. É da família.
Quando eu decidi ser vegetariana, em 1984, meus pais me sustentavam e poderiam então ter se recusado a pagar pela minha alimentação diferenciada. Poderiam ter ridicularizado minhas opções alimentares. Aí seria um absurdo, não? Um desrespeito! Ou seja, dois pesos, duas medidas.
Quando meu filho perguntou se estava tudo bem se ele gostasse do frango, estava querendo uma confirmação de que eu o amava mesmo assim. E não menti, para mim está tudo bem mesmo… se ele gosta, tudo bem. Ele sabe o que é, que é um animal morto, ele sabe de tudo isso.
Não acha que seria muito mais desumano pressioná-lo a seguir o meu pensamento, usando de chantagem emocional? Ou usando o meu “poderio econômico”?
Além disso, seria hipócrita, já que eu amo o pai dele, meu marido, que come animais e não tem o menor problema com isso. Cada um é cada um, paciência.
Se o lar fosse vegetariano, não haveria problemas, mas não é, então não posso ter dois pesos e duas medidas. O pai usa o dinheiro da família para comprar carne, ou ir a uma lanchonete, e ele não pode?
Se eu não suportasse a ideia de que as pessoas têm direito às suas opiniões e opções alimentares, o melhor seria me mudar para uma comunidade de vegetarianos e cortar laços com minha mãe, irmãos, sobrinhos, cunhadas, sogros, marido e 99% dos meus amigos. E a vida certamente seria mais chata!
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Eu acho que a Caraccio conseguiu, de maneira efetiva, resumir aquilo que peno ser o modo de vida mais adaptado e até mesmo ideal para veganos que convívem com parceiro onívoro e seus filhos. O Respeito que desejamos obter deve também existir de nossa parte, pois se não respeitamos os nossos semelhantes e seus hábitos ( e em especial aqui os alimentares) como podemos clamar por respeito aos animais e ao planeta?
Concordo sim e já havia dito isso em um tópico na comunidade SOMOS VEGETARIANOS no orkut.
Firmeza e informação sim…imposição não. Afinal é contra a imposição da qual somos vítimas há anos que tanto falamos e até mesmo lutamos contra, guardando esperanças na Lei Expedito, a qual nos dará oportunidade de sabermos o que estamos ingerindo.
Obrigado ao Vista-se por ser imparcial e usar de respeito mais uma vez nos presenteando com esse espaço democrático.
Ricky
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ERRATA: Leia-se “penso ser” e não “peno”…desculpem.
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Perfeita a colocação da Adriana aqui…respeito acima de tudo…Parabéns…
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já algum tempo que escutei os 2 podcasts e resolve passa aqui de novo,ae cadê?
não para não pessoal,continuem fazendo tava bem bacana
boa sorte
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Parabéns pela bela produção técnica do podcast!
Eu como podcaster reconheço que tá muito bem feito.
Acompanharei sempre!
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