A mão que eu segurei

por Robson Fernando
No supermercado, me aproximei de uma prateleira
Com pedaços de corpos de diversos animais
Mortos em matadouros
E, me arriscando a sentir bastante tristeza posterior, peguei a mão de um porco.
Uma mão decepada. Escurecida. Defumada.
Um pedaço cadavérico chamado coloquialmente
De pé de porco
Que dizem ser ótimo para uma feijoada
Mas digo que é péssimo.
Péssimo para o animal que foi retalhado em pedaços
Em cenas terríveis que lembravam filme de terror splatter
No interior de um matadouro
Que deveria se chamar “Matadouro Splatter”
Robson Fernando é articulista independente, apaixonado por Sociologia e dono do blog Consciência Efervescente - Leia todo o poema, clique aqui.
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