Publicado Segunda-feira, 25 de janeiro de 2010 às 9:50 am na categoria Artigos.
Texto publicado na ediçãod e Janeiro de 2010 da revista “CIÊNCIA & VIDA FILOSOFIA”.
Autor: João de Fernandes Teixeira é Ph.D. pela University of Essex (Inglatera) e se pós-doutorou com Daniel Dennett nos Estados Unidos. É professoor titular na Universidade Federal de São Carlos. Ele mantém um site sobre filoaofia da mente no endereço: www.filosofiadamente.org
A questão do direito dos animais infere-se no contexto amplo da Filosofia da Mente, no qual se discute a cognição animal. Nossos critérios para atribuição de direitos aos animais são predominantemente cognitivos, isto é, baseia-se no fato de eles possuírem ou não uma mente e uma consciência. Na nossa tradição, passa-se a ter direitos quando nos tornamos pessoas e para isso é necessário ter consciência. (mais…)
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Publicado Terça-feira, 12 de janeiro de 2010 às 8:51 pm na categoria Artigos.
Percepções Acerca da Experimentação Animal Como um Indicador do
Paradigma Antropocêntrico-Especista entre Professores e Estudantes de
Ciências Biológicas da UNIFAL-MG
THALES A. TRÉZ¹ e JULIANA ISABEL LOPES NAKADA²
Resumo: As conseqüências da interação humana com a natureza vêm afirmando-se dentre as principais preocupações contemporâneas. Uma prática científica, que afeta diretamente as percepções e ações dos atuantes nas ciências biomédicas e biológicas, caracterizando o status moral atribuído aos animais não-humanos, é o emprego do “modelo animal” na experimentação. Uma análise desta prática pode ajudar a visualizar como o paradigma antropocêntrico-especista permeia o estudo e a prática da biologia moderna.
Este artigo explora o posicionamento moral perante animais não-humanos entre 171estudantes de Ciências Biológicas e de nove professores que praticam experimentação animal, da Universidade Federal de Alfenas (MG). (mais…)
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Publicado Terça-feira, 12 de janeiro de 2010 às 5:48 pm na categoria Artigos.
Fernanda Ferreira (publicado na revista Bodigaya)
Qual é mesmo a diferença?
Venho de uma família tipicamente carnívora. Meu pai sempre dizia que uma refeição sem carne era uma “refeição fraca”. Várias também foram as vezes em que ouvi ser “a carne fundamental para uma boa saúde” ou ainda que “os vegetarianos são todos uns raquíticos” e por aí a fora.
Devo também dizer que esta mesma família carnívora sempre foi apaixonada por animais. Nossos cachorros, gatos e passarinhos sempre foram tratados como iguais – mantendo-se a devida proporção de sanidade, é claro. Quando íamos “para fora,” visitar alguns parentes, as vaquinhas, as cabras, os porquinhos eram sempre “tão queridos,” tão parecidos com aqueles outros bichinhos que viviam dentro da nossa casa. (mais…)
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Publicado Terça-feira, 15 de dezembro de 2009 às 3:17 pm na categoria Artigos.

A revista Unesp Ciência, em sua 4ª edição, publicou uma matéria sobre o uso de animais na ciência.
A matéria pode ser lida aqui.
A dica é da leitora Priscila Prado.
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Publicado Quinta-feira, 10 de dezembro de 2009 às 5:34 pm na categoria Artigos.

Artigo de Norberto, do blog Pensamentos Veganos
Familiares e amigos brindam mais uma noite de Natal. Abraços, saudações e votos de boa saúde e felicidade são divididos entre todos. A alegria contagia o ambiente. Presentes trocados, papéis de embrulho rasgados, sorrisos estampados nos semblantes de todos os convivas. Afinal, Natal significa natalidade, nascimento, nascer. Nasceu Jesus, o Salvador.
De origem pagã, ou não, prevalece hoje o sentido religioso da data. Costumes populares foram adotados: músicas natalinas, festas de igreja, enfeites decorativos, árvores de Natal, pisca-piscas, guirlandas, presépios, Papai Noel. E, claro, uma refeição especial não pode faltar.
Naquela família era tradição, em toda ceia de Natal, uma mesa requintada com os mais variados pratos e quitutes. Nesse Natal não foi diferente. O chefe da família, alguns dias antes, determinara o cardápio: - Para este ano, vamos preparar um cordeiro assado. (mais…)
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Publicado Quinta-feira, 10 de dezembro de 2009 às 5:30 pm na categoria Artigos, Notícias.

CO2 emitido por kg custa mais que a própria carne, comenta pesquisador
A pecuária emite metade dos gases causadores do efeito estufa liberados pelo Brasil a cada ano.
Além disso, implantação de novas pastagens abocanha três quartos da área desmatada na Amazônia e 56,5% no Cerrado.
Resultado de cinco meses de trabalho, os números, inéditos, são de estudo coordenado por Mercedes Bustamante, da Universidade de Brasília (UnB), Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Roberto Smeraldi, da ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira.
Os principais dados da pesquisa, cuja íntegra ainda será publicada em revista científica internacional, foram divulgados nesta quinta-feira (10) e serão apresentados em duas reuniões sábado (12) na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, a COP 15 . Os autores (ao todo, dez especialistas) ressaltam que suas conclusões “não representam necessariamente” a posição das instituições em que atuam.
O levantamento verificou que em 2005 a emissão de gases-estufa (GEE) da pecuária representou 48% do total brasileiro. A atividade emitiu 1,055 bilhão de toneladas de GEE sobre 2,203 bilhões do total nacional, número do tão esperado inventário brasileiro de emissões, divulgado só recentemente pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.
Ocorre que no inventário oficial as emissões são divididas por grandes grupos, como energia, processos industriais, mudança no uso da terra e florestas etc. “A diferença desse estudo em relação às abordagens estatísticas tradicionais é que elas dividem as emissões por categorias, e nossa abordagem é pela cadeia de um produto específico”, explicou Smeraldi ao G1. “Então ela é transversal, porque envolve uso da terra e fermentação entérica (basicamente, arroto de boi e vaca), por exemplo, processos que estão separados no inventário.”
Um quilo de carne industrializada significa 300 quilos de gás-estufa emitido, e esses 300 kg custam R$ 10 no mercado de carbono”. Assim, é a primeira vez que a chamada “pegada de carbono” de um produto específico, no caso a carne bovina, é calculado. Pegada de carbono é a quantidade de gás-estufa liberada direta ou indiretamente por uma certa atividade. “O interessante desses dados é que eles podem começar a traduzir toda a situação para o consumidor, a dona de casa, o investidor”, comentou Smeraldi, que viaja hoje para Copenhague.
“Essa é a diferença de ter números sobre categorias e números sobre produtos: 1 quilo de carne industrializada significa 300 quilos de gás-estufa emitido, e esses 300 kg custam R$ 10 no mercado de carbono. É mais do que o custo da própria carne por quilo no atacado (o kg do dianteiro custa R$ 3,60; do traseiro, R$ 5,90)”, disse o especialista.
“Como investidor eu posso raciocinar que, se a carne tivesse que pagar o CO2 que emite, ficaria inviável. Por outro lado, se seguir boas práticas, posso reduzir uma barbaridade essa emissão e vender o CO2 poupado no mercado de emissões por um preço superior ao da carne. Frigorífico pode fazer mais dinheiro vendendo redução de carbono do que vendendo a própria carne.”
Fonte | Veja também no Terra e no G1
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