“Olá Fábio, tudo bem?
Meu nome é Sabrina, vegan, frequentadora assídua do seu site, e também membro da coordenação da Ativeg. Ontem, na revista Scientific American, li duas reportagens sobre a relação dos hábitos carnívoros com o aquecimento global; por mais que, infelizmente, nehuma das duas matérias enfatizem uma mudança severa nos nossos hábitos alimentares (apenas uma cita a necessiade de reduzirmos o consumo de carne, especialmente a vermelha), acho bacana que o pessoal saiba um pouco mais sobre isso, ainda mais através de uma revista tão singular e idônea como a Scientific. Em razão disso, envio a você os arquivos escaneados das matérias. Fique à vontade para decidir se é ou não pertinente postar no vista-se.
Publicado sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009 às 9:36 am na categoria Artigos.
Meter uma lagosta viva em água a ferver e cozinhá-la ali é uma velha prática culinária no mundo ocidental. Parece que se a lagosta já for morta para o banho, o sabor final será diferente, para pior. Há também quem diga que a rubicunda cor vermelha com que o crustáceo sai da panela se deve justamente à altíssima temperatura da água. Não sei, falo por ouvir dizer, sou incapaz de estrelar convenientemente um ovo. Um dia vi num documentário como alimentam os frangos, como os matam e destroçam, e pouco me faltou para vomitar.
E outro dia, que não se me apagou da memória, li numa revista um artigo sobre a utilidade dos coelhos nas fábricas de cosméticos, ficando a saber que as provas sobre qualquer possível irritação causada pelos ingredientes dos champús se fazem por aplicação directa nos olhos desses animais, segundo o estilo do negregado Dr. Morte, que injectava petróleo no coração das suas vítimas. Agora, uma curta notícia aparecida nos jornais informa-me de que, na China, as penas de aves destinadas a recheio de almofadas de dormir são arrancadas assim mesmo, ao vivo, depois limpas, desinfectadas e exportadas para delícia das sociedades civilizadas que sabem o que é bom e está na moda. Não comento, não vale a pena, estas penas bastam.
O que tem na salsicha? Quem nunca se perguntou isso? A imagem acima foi publicada há bastante tempo pelo Vista-se mas vale a pena relembrar e colocar os amigos para refletir.
Um detalhe muito importante: essas informações não foram tiradas de nenhum site vegetariano.
“Os ingredientes da salsicha são sempre os mesmos, mas a composição varia de acordo com a matéria-prima e com as técnicas de fabricação. A carne é obtida da mistura de carnes de uma ou mais espécies de animais de açougue. Os pedaços mais utilizados são estômago, coração, língua, rins, miolos, fígado, tendões, pele e gorduras. O revestimento ou cobertura da carne é feito de tripas, que precisam ser guardadas secas, bem salgadas e refrigeradas para evitar alterações bacterianas. Elas podem ser de material sintético também.”
Publicado sexta-feira, 06 de fevereiro de 2009 às 5:52 pm na categoria Artigos.
Sabia que enquanto você lê confortavelmente este artigo existem pessoas em alto mar dedicando suas vidas à preservação das espécies marinhas? Eles enfrentam hostilidade, tempestades, saudade e todo tipo de dificuldade para fazer o que a maioria de nós não tem coragem e/ou condições para fazer.
A Sea Shepherd Conservation Society - SSCS foi fundada em 1977, nos Estados Unidos, pelos fundadores do Greenpeace, que, ao engajarem-se nesse novo projeto, criaram um movimento de caráter mais ágil, objetivo e ativista. Atualmente, a Sea Shepherd é considerada a ONG de proteção dos mares mais ativista do mundo e conta com a participação efetiva de milhares de voluntários em todo o planeta.
O capitão Paul Watson está à frente de ações realmente ousadas e perigosas. Luta incansavelmente pela vida marinha com recursos de batalha: ele literalmente joga seu navio em navios “caçadores” afim de impedí-los de matar mais e mais animais marinhos. Rcentemente houve mais um “acidente proposital” causado pelo Capitão Paul e sua tripulação, veja o vídeo divulgado pela ong:
Este é apenas um exemplo das batalhas enfrentadas por este homem e seus milhares de voluntários pelo mundo.
Arnaldo Jabor fala à CBN sobre os problemas causados ao meio ambiente pelo consumo de carne e derivados, vale a pena. Com seu humor característicos ele põe em pauta um assunto que seria engraçado se não fosse trágico: o pum da vaca.
Abaixo, a íntegra do comentário
“Amigos ouvintes,
A humanidade está um nó difícil de desatar. Eu falo da economia? Não. Eu falo das guerras? Não. Eu falo de ecologia.
Ah, trata-se do desmatamento da Amazônia? Não. Nem do futuro racionamento de água, também não. Eu leio nos jornais que uma das causas mais perigosas do efeito estufa, do aquecimento global, é a nossa dieta de carne vermelha. Isso está escrito: temos que comer, no máximo, 400 gramas por semana, de carne. Ou seja, quase nada. Por que?
Bem, se essa dieta for adotada no mundo todo, diminuindo o consumo de carne, os especialistas calculam que haveria uma redução de mais de 10% na emissão de gases estufa, o que traria também uma economia de US$20 trilhões nos custos de luta contra as mudanças climáticas.
Em primeiro lugar, porque se diminuirmos a ingestão de carne bovina, ovina ou suína, a criação extensiva de animais diminuiria, porque o consumo também baixaria, assim haveria muito mais terra ocupada por vegetação anti-poluente, que consome o CO2. Além disso, e é aí que mora o nosso absurdo planeta, haveria também uma diminuição na emissão de gás metano, que os animais produzem em seus intestinos e que é espalhado na atmosfera.
Os cientistas calculam que tem que cair muito essa emissão de gases para evitar graves alterações climáticas como secas e elevação do nível dos mares.
É um beco sem saída. Se comermos muita carne, morrem as florestas e mais: os rebanhos aumentam. E, senhores, com a licença da palavra, os “puns” dos bois e vacas farão uma crescente sinfonia de gases, sufocando o planeta. Ou seja, depois de milênios de lutas, esforços, guerras, paz, grandes invenções, a arte, a cultura, a ciência, a razão, todos os orgulhos da humanidade, tudo isso poderá ser destruído pelos “puns”, isso, “pum, pum, pum”, para lá, “pum pum”.
Quem diria… Achávamos que acabaríamos em guerra total e ataques de ETs, ou queda de asteróides… Não, seremos destruídos, entre outras besteiras humanas, pelos “punzinhos” e inocentes boizinhos. Aliás, pensando bem, a humanidade não merece muito mais que isso.”