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Vegetarianismo. O que é?

Vegetarianismo é um regime alimentar baseado fundamentalmente em alimentos de origem vegetal. Os vegetarianos excluem da sua dieta carne, bem como alimentos derivados (ex., gelatina feita com base em ossos animais). Os ovolactovegetarianos consomem também ovos, e os lacto-vegetarianos leite e lacticínios.

Os vegetarianos estritos excluem da sua alimentação todo e qualquer alimento de origem animal, ou com ingredientes de origem animal. Os veganos excluem todos os produtos de origem animal não só da sua dieta como de tudo o que consomem, incluindo cosméticos, vestuário e calçado, entre outros produtos.

O nome vegetariano não origina da base da alimentação vegetal mas da expressão latina “vegetus”, que significa “forte”, “vigoroso”, “saudável”.

A União Vegetariana Internacional define vegetarianismo como “a prática de não comer carne, aves, peixes ou seus subprodutos, com ou sem uso de laticínios e ovos.”

Razões para uma dieta vegetariana

Há diversas razões que levam uma pessoa a adoptar uma dieta vegetariana, designadamente as seguintes: de saúde, ecológicas, éticas, econômicas e religiosas.

Razões de Saúde

Por aconselhamento médico ou por auto-iniciativa, esta é uma motivação para muitas pessoas seguirem um regime vegetariano. Uma dieta vegetariana equilibrada é geralmente eficaz em equilibrar os níveis de colesterol, reduzir o risco de doenças cardio-vasculares e também evitar alguns tipos de cancro (Câncer), entre outras razões. Outro aspecto relevante prende-se com a qualidade dos produtos animais que chegam ao mercado. Os animais criados para consumo humano são alimentados com uma quantidade significativa de hormonas de crescimento e antibióticos para resistirem às doenças, sendo a carne que chega à mesa, muitas vezes, de má qualidade. Por outro lado, a poluição dos mares e rios torna o peixe igualmente inseguro. Um terceiro ponto, nas razões de saúde, são as recorrentes crises da indústria alimentar, como a das vacas loucas ou a da gripe aviária, que levam muitas pessoas a adoptar uma dieta diferente.

Razões ecológicas

A motivação aqui é racionalizar a utilização dos recursos naturais para a obtenção de alimentos. Um vegetariano reduz um elo da cadeia alimentar, tornando-a mais eficiente e, consequentemente, reduzindo o impacto ambiental da sua alimentação. Para produzir carne é necessário cultivar plantas, que alimentam o gado, que por sua vez irá alimentar o Homem. Durante o passo de alimentação do gado foram gastos recursos como a água, energia e tempo, que poderiam ter sido poupados se o Homem consumisse directamente os vegetais. Exemplo: Para produzir 1 kg de carne bovina são gastos aproximadamente 15 mil litros de água (incluindo a rega das plantas, a higiene do animal, etc); para produzir 1kg de soja são gastos menos de 1300 litros de água, cerca de 10%. A economia de água é, portanto, superior a 90%, sem que o bife traga necessariamente um valor acrescentado significativo relativamente ao cereal.

Razões éticas

Muitos vegetarianos não concebem o homem como superior ao animal, do ponto de vista do direito à vida. Ou seja, não é justo tirar a vida a um animal para alimentar uma pessoa, especialmente quando a vida dessa pessoa não depende da vida do animal. Portanto, devem co-existir os dois. Outro aspecto prende-se com a forma como os animais são tratados. Os animais produzidos pela indústria agro-pecuária moderna são confinados em pequenos espaços, alimentados de forma artificial e tratados por vezes de forma brutal durante o transporte ou antes do abate.

Razões econômicas

A base alimentar do vegetarianismo consiste em alimentos de um nível inferior da cadeia alimentar, os legumes, frutos e grãos, mais baratos do que a carne ou o peixe, quando de qualidades comparáveis. Os alimentos vegetarianos processados, como o tofu ou o seitan são muitas vezes produzidos pelos próprios consumidores em casa. As razões econômicas não costumam, isoladamente, motivar uma pessoa a adoptar a dieta vegetariana, mas contribui muitas vezes, a par de outras motivações, para a mudança de regime alimentar, ou a sua manutenção.

Razões espirituais

As motivações religiosas são, muitas vezes, revestidas de grande complexidade. Budistas, Hindus e Adventistas do Sétimo Dia são tipicamente conotados com o vegetarianismo, mas as motivações não são necessariamente imposições religiosas (isto é, comer carne não é necessariamente visto como um pecado, por exemplo). Muitos Budistas preferem a dieta vegetariana porque defendem a não-violência, o que é, portanto, uma motivação ética. Muitos Adventistas escolhem e aconselham a dieta vegetariana porque a vêem como mais saudável e, portanto, vantajosa para o corpo terreno - o que é, consequentemente, uma motivação de saúde.

Fonte: Wikipédia

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Parar de comer carne pode mudar a realidade dos animais criados para alimentação?

Empresas americanas produtoras de leite estão querendo processar os fabricantes de leite de soja, por eles venderem o produto em embalagem semelhante e com o nome “Leite”. Apesar de especificarem que o produto não é de orígem animal, os distribuidores do leite de vaca querem que os concorrentes do mercado vegetariano mudem o nome do produto, pois consideram a concorrência desleal.
Isso é ponto pra os defensores dos animais e para os que defendem a dieta vegetariana (onde os indivíduos não comem carne, mas bebem leite e consomem ovos) e vegan (não consomem nenhum produto de orígem animal), pois se a indústria de lacticínios está se preocupando é porque estão perdendo consumidores.

A produção de leite também implica em crueldade com os animais. Milhares de bezerros são mortos, criados em gaiolas minúsculas para que não desenvolvam nem enrijeçam músculos, a fim de serem abatidos e vendidos como vitela, que é considerada uma carne nobre por sua maciez. Pra que a vaca possa produzir o leite que bebemos, acabamos por ser cúmplices da produção de vitela e, muitas vezes, do abate indiscriminado de bezerros.

Em 1999, atraves de uma denúncia, foram encontrados dezenas de bezerros abatidos a tiros numa vala, onde alguns foram enterrados ainda vivos, numa fazenda do Texas. No Brasil não é melhor, pois as denúncias referentes a abatedouros são o que há de mais grotesco e desumano.
Lembremos também, que alguns bezerros são vendidos para rodeios, sofrendo fraturas de coluna, patas, hemorragias e quase sempre abatidos de forma cruel.

Atualmente uma vaca produz 10 vezes mais leite do que a sua natureza permitiria. São tratadas como máquinas, não tomam sol, nao amamentam seus filhotes, recebem doses de hormônios, sofrem dor (basta ver o tamanho das tetas de uma vaca leiteira) e algumas sofrem até infecções. E quando estão exaustas, são abatidas. Muitos animais doentes, que mal podem se levantar, são arrastados para os matadouros assim mesmo, para não haver desperdício.

Bezerros confinados para serem consumidos como “vitela”

O leite de soja ou mesmo o de arroz, têm um gosto estranho no início, mas logo se acostuma. É até mais saboroso que o leite de origem animal. Após algum tempo longe da lactose, que dificulta a digestão, nos sentimos muito melhor. No Brasil ainda não se vende leite de vaca sem lactose, mas nos EUA já se pode escolher comprar o leite sem essa substância, uma vez que algumas pessoas apresentam reações alérgicas ao consumí-la, assim como problemas gastro- intestinais.

Nos EUA e na Inglaterra o número de vegetarianos está crescendo, principalmente entre os adolescentes.O consumo de carne de vitela caiu até 70%.Os supermercados incluíram produtos vegetarianos e vegan em suas prateleiras. A tendência de se adotar uma dieta sem a exploração de animais vem crescendo além das expectativas, também pelo fato de ser mais saudável. É comum encontrarmos pessoas que seguem a dieta vegan por indicação médica no controle de obesidade e pressão alta, uma vez que o colesterol diminui rapidamente quando nao se consome produtos de orígem animal.

Sob o ponto de vista ético, também podemos usar um dado estatístico: pra quem acha que nao adianta parar de comer carne, saiba que cada ser humano vegetariano, salva 35 animais por ano de viverem amontoados em gaiolas, de serem mutilados, drogados, manuseados inapropriadamente pelos humanos e do abate cruento, fato que muitos preferem ignorar ou fantasiar afirmando: “animais mortos para alimentação são abatidos sem sofrimento”.

Se um único indivíduo para de comer carne, ao longo de 20 anos, é responsável por ter poupado 700 animais. Numa casa com 6 pessoas vegetarianas, seriam 4200 animais salvos, em 20 anos.

Grandes mudanças começam com atitudes individuais. Para os defensores dos animais, ser vegetariano é a maior contribuição que se pode dar pelo fim do sofrimento deles.

Veja abaixo a origem de muitos alimentos que hoje fazem parte provavelmente de sua vida:

Bife, a origem

Vitela, a fazenda

Porcos, a fazenda

Ovelhas, a fazenda

Frangos, a granja

Ovos, a granja

Transporte, da produção até você

O processo

Dor e tortura seguida de morte

Fontes: PETA, FARM, Farm Sanctuary, Factory Farming.

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