Universidade Anhembi Morumbi substituiu os cadáveres por pintura
Pintura substitui uso de cadáver em aula médica
Método não prejudica ensino, segundo professor
A Universidade Anhembi Morumbi substituiu os cadáveres por pintura
(bodypainting) e projeção e animação de imagens no corpo de modelos
nas aulas de morfologia. O sistema de ensino foi inspirado em outro
semelhante existente na Peninsula Medical School (Reino Unido) desde
2002.
Por meio dessa técnica, os alunos visualizam a anatomia humana de
acordo com a sua proporção. Para cada aula, há uma pintura e uma
projeção referente ao sistema que os alunos estão estudando. Ontem,
por exemplo, os alunos estudaram a morfologia do coração.
Segundo José Manoel dos Santos, professor de morfologia e coordenador
do curso de ciências biológicas da universidade, a pintura associada à
projeção de imagem dá uma idéia de dimensão da estrutura do corpo a
ser estudada.
A preparação de uma aula de 40 minutos, segundo ele, chega a demorar
cinco horas. Nesse período, são tiradas as medidas dos órgãos, ossos e
vasos sangüíneos do modelo, que serão pintados no corpo por uma
artista plástica -Kazuy Yamada, professora de design e moda da Anhembi
Morumbi.
Santos afirma que não há prejuízo na substituição dos cadáveres no
ensino médico. “A substituição [de cadáver] é uma tendência mundial.
Quando a técnica é aplicada dentro de um rigor científico, os
resultados são ótimos.”
Outros recursos
Outra estratégia cada vez mais comum nos cursos na área de saúde são
os robôs e computadores com modernos softwares que permitem ao aluno
realizar procedimentos virtuais.
Chamadas de “simuladores reais de pacientes”, as máquinas custam de
US$ 80 mil a US$ 300 mil e simulam diversas funções do corpo humano,
como respiração, batimentos cardíacos, inchaço e pulsação.
Instrutores ficam instalados em uma sala de controle e manipulam as
respostas do robô. Por exemplo, os batimentos cardíacos podem variar
de uma hora para outra ou a garganta e a língua incharem, dependendo
da situação clínica. Uma das vantagens desse tipo de tecnologia, dizem
os médicos, é permitir o treino e a repetição de procedimentos quantas
vezes forem necessárias, até o aluno ganhar prática. (CC)
Fonte
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd2410200803.htm
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