Vegetariano da Wall Street processa chefe por discriminação

Um empregado que trabalha na Wall Street, conhecida como o centro financeiro mundial - concentrando bolsas de valores, bancos e grandes corporações - entrou na justiça americana contra seu chefe.
Ryan Pacifico é vegetariano há 15 anos e declarou que foi constantemente humilhado por seguir a dieta. As brincadeiras do chefe sempre colocavam em dúvida a masculinidade de Pacifico. “O mercado financeiro é um lugar para homens, mas nunca pensei que eu poderia ser considerado gay por ser vegetariano”, conta.
Pacifico tem 28 anos e trabalhou no mercado de câmbio dentro da empresa onde sofreu as humilhações - a “Calyon in the Americas” - de 2005 até março de 2008.
O processo já tramita na Suprema Corte de Manhattan, sob a alegação de que a empresa demitiu Pacifico contestando sua performance como empregado - quando, segundo ele, os motivos reais foram ele ser vegetariano e a constante perseguição por parte de seu chefe, chamando-o sempre de gay.
O advogado de Pacifico alegou ser um absurdo o comportamento do chefe de seu cliente. “Eles associaram ser vegetariano, com ser gay. É ridículo esse esteriótipo de que homem tem que comer carne para ser homem”.
A empresa no entanto não quis se manifestar e aguarda julgamento da justiça.
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