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Estudo associa consumo de carne processada a maior risco de demência
Publicado em 16 de outubro de 2026•0 leituras
Uma análise com dados de mais de 500 mil pessoas, publicada em 2026 na Annual Review of Nutrition, encontrou uma associação entre o consumo de carnes processadas e o maior risco de demência. Segundo Fabio Chaves, os pesquisadores observaram que o consumo diário de cerca de duas fatias de peito de peru poderia estar associado a um aumento de 40% a 52% no risco. A relação não significa que o alimento cause demência diretamente, mas pode envolver problemas vasculares que, ao longo do tempo, favorecem doenças neurodegenerativas, como Alzheimer.
Fabio também chamou atenção para o consumo de ultraprocessados: nos Estados Unidos, eles representam cerca de 55% a 58% das calorias ingeridas, enquanto no Brasil correspondem a aproximadamente 21%, segundo os dados mencionados no vídeo. Ele lembrou ainda que uma pesquisa brasileira com mais de 10 mil pessoas encontrou uma associação entre o consumo elevado desses produtos e riscos à saúde. As carnes processadas também são classificadas pela Organização Mundial da Saúde no Grupo 1 de risco para câncer desde 2015.
Para Fabio, os impactos sobre a saúde são mais um motivo para reduzir o consumo desses alimentos, além das questões ambientais e da exploração animal. “Se você não se importa com o meio ambiente, se você não se importa com os animais, pelo menos se importe com a sua saúde”, afirmou.
LINK DO ESTUDO: https://www.annualreviews.org/content/journals/10.1146/annurev-nutr-061824-053453
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